Padrões de modificação adjetival e leitura de intensidade na composição em português brasileiro, inglês e hebraico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/cel.v63i00.8661677

Palavras-chave:

Composição, Adjetivos, Português Brasileiro, Inglês, Hebraico

Resumo

Este artigo compara estruturas de modificação adjetival em português brasileiro, inglês e hebraico, numa tentativa de identificar suas propriedades de interpretação e variação sintática nas três línguas. A hipótese é que estruturas do tipo (gerúndio)/A/Adv+de+A/N permitem uma leitura de intensidade, expressa no elemento que precede a preposição, por consequência da categorização de uma estrutura preposicional que seleciona duas raízes. A variação entre as três línguas se dá pela (não-)categorização da raiz na posição de complemento, e na adjunção da raiz na posição de complemento à posição de especificador, gerando uma inversão de ordem com núcleo à direita, como nos compostos N+N do inglês. As evidências empíricas para a proposta são baseadas nos comportamentos de modificação, intervenção de outros modificadores entre os elementos adjetivais e os casos de interpretação semântica de intensidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Julio William Curvelo Barbosa, Universidade Estadual do Paraná

Doutorado em Pós-graduação em Semiótica e Lingüística Geral pela Universidade de São Paulo. Professor Adjunto da Universidade Estadual do Paraná, Brasil.

Rafael Dias Minussi, Universidade Federal de São Paulo

Doutorado em Linguística pela Universidade de São Paulo. Professor Adjunto III da Universidade Federal de São Paulo, Brasil.

Referências

BARBOSA, J. Predicados Complexos e o Parâmetro de Composição: Um Estudo Translinguístico. Tese de Doutorado em Semiótica e Linguística Geral. Universidade de São Paulo. 2012.

BARBOSA, J. Ter estado resultante não é ter construção resultativa: predicados secundários pseudo-resultativos e orações adjuntas de resultado no português brasileiro. DELTA: Documentação de Estudos em Lingüística Teórica e Aplicada, 34(2), p. 547-576. 2018. https://dx.doi.org/10.1590/0102-44508038365019402

BORER, H. Deconstructing the construct. In: Johnson, K., Roberts, I. G. (Eds.), Beyond Principles and Parameters, Kluwer, Dordrecht, pp. 43-89, 1999.

BOSQUE, I.; PICALLO, C. Postnominal adjectives in Spanish DPs. Linguistics, v.32, p.349-385, 1996.

EMBICK, D.; MARANTZ, A. Architecture and blocking. Linguistic Inquiry 39:1. 2008.

FOLTRAN, M. J.; NOBRÉGA, V. Adjetivos intensificadores no português brasileiro: propriedades, distribuição e reflexos morfológicos. ALFA - Revista de Linguística 60. 2016.

GUIMARÃES, M.; MENDES, G. Diminutivo em Português Brasileiro: sufixação ou infixação?. Estudos Linguísticos (São Paulo. 1978), [S. l.], v. 40, n. 1, p. 364–378, 2016. Disponível em: https://revistas.gel.org.br/estudos-linguisticos/article/view/1402. Acesso em: 13 out. 2020.

HALE, K.; KEYSER, S. J. Prolegomenon to a theory of argument structure. Linguistic inquiry monographs. 39. Massachusetts: MIT Press. 2002.

MARANTZ, A. Words. West Coast Conference on Formal Linguistics. University of Southern California, Los Angeles. 2001. http://web.mit.edu/marantz/Public/EALING/WordsWCCFL.pdf

MARANTZ, A. Phases and words. In: Choe; S. H. et al, (eds.), Phases in the theory of grammar, Dong In Publisher, Seoul. 2007.

MINUSSI, R. D. A relação entre caso e definitude no hebraico: o construct state e a marcação diferencial de objeto. Dissertação de Mestrado em Semiótica e Linguística Geral. Universidade de São Paulo. 2008.

NEGRÃO, E.; MÜLLER, A.; NUNES-PEMBERTON, G.; FOLTRAN, M. J. O adjetivo. In: Ilari, R. (Ed.) Gramática do Português Culto Falado no Brasil. Vol. 3: Palavras de classe aberta. São Paulo, Editora Contexto. 2014.

NEGRÃO, E. V.; SCHER, A.; VIOTTI, E. Sintaxe: explorando a estrutura da sentença. In: José Luiz Fiorin. (Org.). Introdução à Linguística: princípios de análise. São Paulo: Contexto, v. II, pp. 81-109. 2003.

NÓBREGA, V. Tópicos em composição: estrutura, formação e acento. Dissertação de Mestrado em Semiótica e Linguística Geral. Universidade de São Paulo. 2014.

OLIVEIRA, S. Derivação prefixal: um estudo sobre alguns prefixos do português brasileiro. Dissertação de Mestrado em Teoria e Análise Linguística. Universidade Federal de Santa Catarina. 2004.

PRIM, C. S. Acerca da posição dos adjetivos qualificativos em português brasileiro: paralelismos com advérbios, tópicos e foco. In: QUADROS GOMES, A. P; TESCARI NETO, A. (Orgs.). A interface sintaxe-semântica: adjetivos e advérbios numa perspectiva formal. Campinas, SP: Editora Pontes, p.17-40, 2020.

SHLONSKY, U. The form of Semitic noun phrases. Lingua, vol. 114, pp. 1465-1526. 2004.

SILONI, T. Adjectival constructs and inalienable constructions. In: Ouhalla, J.; Shlonsky, U. (Eds.) Studies in Natural Language and Linguistic Theory 53: Themes in Arabic and Hebrew Syntax. pp. 161-187. 2002.

SNYDER, W. (1995). Language Acquisition and Language Variation: The Role of Morphology. Doctoral dissertation, MIT. Distributed by MIT Working Papers in Linguistics.

Downloads

Publicado

2021-10-27

Como Citar

BARBOSA, J. W. C. .; MINUSSI, R. D. Padrões de modificação adjetival e leitura de intensidade na composição em português brasileiro, inglês e hebraico. Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas, SP, v. 63, n. 00, p. e021026, 2021. DOI: 10.20396/cel.v63i00.8661677. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8661677. Acesso em: 29 nov. 2021.

Edição

Seção

Dossiê morfologia e sintaxe formais e fenômenos de interface