Planeta infestado, cidades infestadas

performatividade e política

Autores

  • Adrian Esteban Cangi Universidade de Buenos Aires

DOI:

https://doi.org/10.20396/conce.v9i00.8661648

Palavras-chave:

Biopolítica, Necropolítica, Performatividade

Resumo

A necropolítica, uma forma de governamentalidade neoliberal, assume a forma do poder dissolutivo dos corpos, democratizando o “poder de matar”, hoje todos podemos fazê-lo. Estamos cercados pela gestão da morte, gerencia-se qual corpo morre e como ele morre. Essa forma de processar os corpos individuais está diretamente relacionada com a dissolução do corpo social, um espaço vital para a política como polemos, que agora se instala como uma possibilidade de “contágio coletivo”. O corpo social é sujeito político somente enquanto poder de contágio ou portador do impulso da morte. A necropolítica que impõe o “isolamento” como um dispositivo do governo, como controle e administração da saúde, instala um argumento sensível e complexo na “blindagem” necessária da própria vida como condição e resseguro da higiene e da saúde coletiva.

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Biografia do Autor

Adrian Esteban Cangi, Universidade de Buenos Aires

Doutor em Sociologia pela Universidade de Belgrano e Doutor em Língua Espanhola e Literatura Espanhola e Hispânica pela Universidade de São Paulo. Professor titular da Universidade de Buenos Aires.

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Publicado

2020-11-09

Como Citar

ESTEBAN CANGI, A. Planeta infestado, cidades infestadas: performatividade e política. Conceição/Conception, Campinas, SP, v. 9, n. 00, p. e020001, 2020. DOI: 10.20396/conce.v9i00.8661648. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conce/article/view/8661648. Acesso em: 6 dez. 2021.

Edição

Seção

Artigos Temáticos