O efeito agudo do treino de alongamento estático dos músculos ísquios-tibiais na agilidade do tenista

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/conex.v12i2.2167

Palavras-chave:

Tenistas, Alongamento estático, Agilidade

Resumo

O presente estudo buscou como objetivo avaliar o efeito agudo do treino de alongamento estático dos músculos ísquios-tibiais na agilidade do tenista. A amostra foi composta por 10 tenistas que praticam o esporte Tênis de Campo três vezes por semana, duas horas por dia, com média de idade de 32,8 ± 2,09 anos, peso 83,7 ± 7,76, estatura 1,82m ± 6,74 e Índice de Massa Corporal (IMC) de 25,18 ± 1,78. Foi realizado o teste de elevação de membro inferior estendido de Kendall, para detectar o encurtamento dos músculos ísquios-tibiais. O ângulo médio foi obtido na flexão da perna estendida em direção à pelve do membro inferior direito e esquerdo. Para avaliação de pré e pós-teste de agilidade foi aplicado o teste de Shuttle-Run. Na análise dos dados foi utilizado à estatística descritiva: média, desvio padrão (dp), frequência de percentual (%), correlação de Pearson (r) e teste t de student com nível de significância de 0,05. Foi observado que houve uma diferença significativa nos testes de agilidade antes e pós alongamento estático, com valor de t=1,479; e p=0,045. Assim, foi possível verificar uma melhora de 17% na média do desempenho do teste de agilidade, com a aplicação do treino de alongamento estático dos músculos ísquios-tibiais.

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Biografia do Autor

Marcos Aurélio Borges Muniz, Universidade do Contestado

EPossui graduação em licenciatura em Educação Física pela Universidade do Contestado (2012) e Bacharel pela mesma instituição (2013). Pós graduando em Fisiologia do Exercício com ênfase em Treinamento Desportivo pelo Centro Sul-Brasileiro de Pesquisa, Extensão e Pós-graduação (CENSUPEG). Tem experiência na área de Educação Física escolar, Treinamento Desportivo e Preparação Física. Atualmente é professor de Educação Física Escolar no município de Canoinhas/SC. 

Luis Paulo Gomes Mascarenhas, Universidade do Contestado

Doutor em Saúde da Criança e do Adolescente. Professor do Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional. Universidade do Contestado, UnC.

Marcos Tadeu Grzelczak, Universidade do Contestado

Mestrado em Mestrado em Desenvolvimento Regional pela Universidade do Contestado, Brasil (2015). Professor da Universidade do Contestado Campus Canoinhas, Brasil.

Wallace Bruno de Souza, Universidade do Vale do Itajaí

Graduação em Educação Física pela Universidade do Vale do Itajaí, Brasil (2013).

Camila Pedrassani, Universidade Federal do Paraná

Universidade Federal do Paraná.

William Cordeiro de Souza, Universidade do Contestado

Educador Físico. Universidade do Contestado.

Sérgio Dimas de Paula, Universidade do Contestado

Universidade do Contestado.

Valderi Abreu de Lima, Educador Físico. Universidade do Contestado

Educador Físico. Universidade do Contestado.

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Publicado

2014-07-11

Como Citar

Muniz, M. A. B., Mascarenhas, L. P. G., Grzelczak, M. T., Souza, W. B. de, Pedrassani, C., Souza, W. C. de, Paula, S. D. de, & Lima, V. A. de. (2014). O efeito agudo do treino de alongamento estático dos músculos ísquios-tibiais na agilidade do tenista. Conexões, 12(2), 37–49. https://doi.org/10.20396/conex.v12i2.2167

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