O gênero no brincar do recreio escolar

análise comparativa entre Argentina e Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/conex.v19i1.8660289

Palavras-chave:

Brincar, Recreio escolar, Argentina, Brasil, Análise de gênero

Resumo

Objetivo: Com a finalidade de problematizar a articulação entre brincadeira e gênero buscamos neste artigo reconhecer como as questões de gênero circulam no momento do brincar ocorridas durante o recreio escolar. Método: Para este objetivo foi realizada uma análise comparativa a partir de registros de observação participante de casos estudados na Argentina e no Brasil, onde crianças de idades semelhantes vivenciam e negociam diversos sentidos atribuídos ao gênero em sua experiência do brincar. Resultados: Os resultados evidenciam dois argumentos que este texto recupera: 1- no brincar durante o recreio escolar, as brincadeiras dos meninos e das meninas, circulam sentidos invisibilizados em torno ao gênero. 2- os meninos e meninas se apropriam de brincadeiras e dos espaços para brincar de maneira generificada. Conclusão: Concluímos que meninas e meninos ora brincam juntos ora separados, atribuindo diferentes sentidos, assim como, eles/elas se apropriam das brincadeiras de maneira generificada.

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Biografia do Autor

Ileana Wenetz, Universidad Federal de Espirito Santo

Postdoctorado en el Programa Interdisciplinario de Ciencias Humanas de la Universidad Federal de Santa Catarina. Profesor Adjunto del Departamento de Gimnasia del Centro de Educación Física y Deportes de la Universidad Federal de Espirito Santo.

Ivana Verónica Rivero, Universidade Nacional de Río Cuarto

Doutora em Ciências da Educação pela Universidade de La Plata. Docente Pesquisadora categoria 2 da Universidade Nacional de Río Cuarto, Faculdade de Ciências Humanas, Departamento de Educação Física.

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Publicado

2021-06-10

Como Citar

WENETZ, I.; RIVERO, I. V. O gênero no brincar do recreio escolar: análise comparativa entre Argentina e Brasil. Conexões, Campinas, SP, v. 19, n. 1, p. e021007, 2021. DOI: 10.20396/conex.v19i1.8660289. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8660289. Acesso em: 20 set. 2021.

Edição

Seção

Artigo Original