Banner Portal
Redes de sociabilidade intelectual e educação: atuação de Castro Pinto e Carlos Dias Fernandes na primeira república
PDF

Palavras-chave

Educação. Intelectuais. Ação Política. Redes de sociabilidade

Como Citar

COSTA, Jean Carlo de Carvalho; ESPÍNDOLA, Maíra Lewtchuk; GALVÍNCIO, Amanda Sousa. Redes de sociabilidade intelectual e educação: atuação de Castro Pinto e Carlos Dias Fernandes na primeira república. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 13, n. 53, p. 56–77, 2014. DOI: 10.20396/rho.v13i53.8640193. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640193. Acesso em: 16 abr. 2024.

Resumo

Este artigo tem como objetivo compreender, a partir da atuação de João Pereira de Castro Pinto e Carlos Dias Fernandes, os mecanismos de ação política e de sociabilidade lançados por esses sujeitos, cujas estratégias privilegiaram a educação como locus fulcral do processo de modernidade. As fontes utilizadas neste estudo foram: as mensagens dos presidentes do estado da Parahyba, os verbetes biográficos, as matérias do jornal A União e as cartas trocadas entre os intelectuais. Castro Pinto concebeu mudanças necessárias para a modernidade do estado a partir da maturação da necessidade de reformas que envolvessem a cidade e a educação, as quais deveriam introduzir novos hábitos e comportamentos no povo. O retorno de Carlos Dias Fernandes ao estado da Parahyba fez parte das reformas empreendidas pelo governo de Castro Pinto. A imprensa oficial, desse modo, assumiu função pedagógica através da circulação de notícias, publicação de novos livros e incentivo à intelectualidade local. Carlos Dias Fernandes desempenhou papel de destaque no cenário cultural local mediante a interlocução das ideias que circulavam nacionalmente e foi representado como mestre da juventude do estado.

https://doi.org/10.20396/rho.v13i53.8640193
PDF

Referências

ALONSO, Ângela. Idéias em movimento: a geração 1870 na crise do Brasil-Império. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

BORGES, Vavy Pacheco. Fontes biográficas. In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2008.

BOTELHO, André. Educação e modernidade no Brasil. Revista Cultura Vozes, São Paulo, v. 93, n. 1, 1999. Disponível em: http://www.ifcs.ufrj.br/~nusc/vozes.pdf. Acesso em: 5 out. 2009.

BOTELHO, André. Aprendizado do Brasil: a nação em busca dos seus portadores sociais. Campinas: Editora da UNICAMP, 2002.

BOTELHO, André. O Brasil e os dias: estado-nação, modernismo e rotina intelectual. Bauru: EDUSC, 2005.

BOTO, Carlota. A escola do homem novo. Entre o Iluminismo e a Revolução Francesa. São Paulo: Unesp, 1996.

BURKE, Peter (Org.). A escrita da história: novas perspectivas. Tradução Magda Lopes. São Paulo: UNESP, 1992.

CAMPOS; Raquel Discini de. No rastro de velhos jornais: considerações sobre a utilização da imprensa não pedagógica como fonte para a escrita da história da educação. Revista Brasileira de História da Educação, Campinas , v. 12, n. 01, jan/abril 2012. Disponível em: http://www.rbhe. sbhe.org.br/index.php/rbhe/article/view/320/306 . Acesso em: 10 jun. 2012.

CANDIDO, Antonio. Literatura e Sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2010.

CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das letras, 2011.

CERTAEU, Michel. A escrita da história. Tradução de Maria de Lurdes Menezes. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2011.

DOSSE, François. La march de las ideias. Historia de los intelectuales, historia intelectual. Valencia: PUV, 2007.

ESPINDOLA, Maíra Lewtchuk. Primeira república, intelectuais e educação: entre a utopia e o (des)encantamento de Castro Pinto (1886-1915). 2012. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2012.

FARIA FILHO, Luciano Mendes de; CHAMON, Carla Simone; INÁCIO, Marcilaine Soares. Apresentação. In: FARIA FILHO, Luciano Mendes de; INÁCIO, Marcilaine Soares (Orgs.). Políticos, literatos, professoras, intelectuais: o debate público sobre educação em Minas Gerais. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2009.

GALLIZA, Diana Soares. Modernização sem desenvolvimento na Paraíba: 1890-1930. João Pessoa: Idéia, 1993.

GALVÍNCIO, Amanda Sousa. A atuação educacional de Carlos Dias Fernandes naParahyba do Norte (1913-1925): jornalismo, literatura e conferências. 2013. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2013.

GOMES, Ângela de Castro. A República, a história e o IHGB. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2009.

GONÇALVES, Irlen Antônio. Os projetos de educação dos republicanos mineiros. In: VAGO, Tarcísio Marques et al (Orgs.). Intelectuais e escola pública no Brasil: séculos XIX e XX. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2009.

JOFFILY, José. Revolta e revolução: 50 anos depois. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.

KUHLMANN JR., Moysés. Circulação das idéias sobre a educação das crianças: Brasil, início do século XX. In: FREITAS, Marcos Cezar de; KUHLMANN JR, Moysés (Orgs.). Os intelectuais na história da infância. São Paulo: Cortez, 2002.

MALATIAN, Maria Teresa. Cartas: narrador, registro e arquivo. In: PINSKY, Carla Bassanezi; LUCA, Tania Regina de. O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009.

MARTINS, Eduardo. A União: jornal e história da Paraíba sua evolução gráfica e editorial. João Pessoa: A União, 1978a.

__. Instituições paraibanas de cultura 1880-1941. Revista da Academia Paraibana de Letras. n. 8, 1978b.

MELLO, José Baptista de. Evolução do ensino na Paraíba. 3. ed. João Pessoa: Secretaria da Educação e Cultura/Conselho Estadual de Educação, 1996.

NAGLE, Jorge. Educação e sociedade na Primeira República. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2008.

NOGUEIRA, Marco Aurélio. O encontro de Joaquim Nabuco com a política: as desventuras do liberalismo. São Paulo: Paz e Terra, 2010.

NOVAES, Adauto. Intelectuais em tempos de incerteza. In: ___. (Org.). O silêncio dos intelectuais. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

NUNES, Clarice. (Des)encantos da modernidade pedagógica. In: LOPES, Eliane Marta; FARIA FILHO, Luciano; VEIGA, Cyntia. 500 anos de Educação no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.

PINHEIRO, Antonio Carlos Ferreira. Da era das cadeiras isoladas à era dos grupos escolares na Paraíba. 2001. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2001. Disponível em: http://cutter.unicamp.br/document/?code=vtls000218787. Acesso em: 7 ago. 2009.

RAPOSO, Eduardo. 1930: seis versões e uma revolução História da política paraibana (1988-1940). Recife: Fundação Joaquim Nabuco/ Massangana, 2006.

REIS. José Carlos. História da “consciência histórica” ocidental contemporânea: Hegel, Nietzche, Ricoeur. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.

REIS. José Carlos. Teoria&História: tempo histórico, história do pensamento histórico ocidental e pensamento brasileiro. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012.

RICUPERO, Bernardo. O encontro de Joaquim Nabuco com a política: as aventuras do liberalismo (Resenha). Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 25, n. 74, 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-69092010000300011&script=sci_arttext. Acesso em: 10 jan. 2012.

SCHWARCZ, Lilia M. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil 1870-1930. 9 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

SIRINELLI, Jean-François. As Elites Culturais. In: SIRINELLI, Jean-François; RIOUX, Jean Pierre (Orgs.). Para uma História Cultural. Tradução Ana Moura. Lisboa: Estampa, 1998

SIRINELLI, Jean-François. Os Intelectuais. In: RÉMOND, René (Org.). Por uma história política. Tradução Dora Rocha. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003

TRIGUEIRO, Osvaldo. A Paraíba na Primeira República. João Pessoa: A União, 1982.

VEIGA. Cynthia Greive. História da educação. São Paulo: Ática, 2007.

VIEIRA, Carlos Eduardo. História dos intelectuais: representações, conceitos e teorias. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: A educação e seus sujeitos, 4., 2006, Goiânia. Anais... Goiânia: Editora da Universidade Católica de Goiás, 2006. v. 1. p. 1-10. Disponível em: http://www.sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe4/coordenadas/eixo06/Coordenada%20por%20Carlos%20Eduardo%20Vieira/Carlos%20Eduardo%20Vieira%20-%20Texto2.pdf. Acesso em: 10 ago. 2011.

VIEIRA, Carlos Eduardo. Intelligentsia e intelectuais: sentidos, conceitos e possibilidades para a história intelectual. Revista Brasileira de História da Educação, n. 16, p. 63-85, 2008. Disponível em: http://www.sbhe.org.br/novo/rbhe/RBHE16.pdf. Acesso em: 10 ago. 2011.

VIEIRA, Carlos Eduardo. Erasmo Pilloto: identidade, engajamento político e crenças dos intelectuais vinculados ao campo educacional brasileiro. In: LEITE, Juçara Luzia; ALVES, Claudia (Orgs.), Intelectuais e história da educação no Brasil: poder, cultura e política. Vitória: Editora da Universidade Federal do Espírito Santo, 2011.

VINCENTE, Guy; LAHIRE, Bernard & THIN, Daniel. Sobre a história e a teoria da forma escolar. Educação em Revista, Belo Horizonte, n. 33, junho 2001.

Revista HISTEDBR On-line utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.