A formação acadêmica dos revolucionários republicanos brasileiros no Séc. XIX

Autores

  • Adreana Dulcina Platt Universidade Estadual de Londrina
  • Selvino José Assmann Universidade Federal de Santa Catarina
  • Delamar José Volpato Dutra Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v13i51.8640267

Palavras-chave:

Iluminismo. República. Ensino Superior. Currículo

Resumo

Investigamos ao “espírito revolucionário” que fundamenta a crítica liberal no Brasil ao fim do século XIX destacando, como hipótese da sedição, a formação acadêmica dos sujeitos que reagem ao Estado nobiliário. No entanto, dados coletados nas primeiras Faculdades de Direito de Olinda/PE (Faculdade do Recife) e de São Paulo/SP não descrevem uma orientação curricular liberal, mas apontam para uma preponderância conservadora orientando os estudos precipuamente no apreço ao cientificismo, à propriedade e ao jusnaturalismo, a manutenção da ordem imperial e ao vínculo Estado-Igreja e o “autodidatismo”, enquanto método apropriado pelos bacharéis de uma formação iluminista importada.

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Biografia do Autor

Adreana Dulcina Platt, Universidade Estadual de Londrina

Doutora em Educação pela Unicamp/SP; mestranda em Direito pela UFSC/SC. Professora associada do Departamento de Educação da UEL/PR. Aplica-se aos estudos de história e filosofia política, com destaque para a formação do Estado, Estado e Educação.

Selvino José Assmann, Universidade Federal de Santa Catarina

Professor Titular de Filosofia/UFSCCoordenador do Programa  de Doutorado Interdisciplinar UFSC

Delamar José Volpato Dutra, Universidade Federal de Santa Catarina

Pós-Doutor Filosofia/Reino Unido

Professor Associado Filosofia/UFSC

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Publicado

2013-09-20

Como Citar

PLATT, A. D.; ASSMANN, S. J.; DUTRA, D. J. V. A formação acadêmica dos revolucionários republicanos brasileiros no Séc. XIX. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 13, n. 51, p. 103–121, 2013. DOI: 10.20396/rho.v13i51.8640267. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640267. Acesso em: 4 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos