Banner Portal
O materialismo histórico-dialético como método de análise: uma via possível para entender a história das mulheres e da mulher na história?
PDF

Palavras-chave

Linguagem. Imprensa feminina. Poder. Ideologia. Identidade e gênero

Como Citar

SILVA, M. C. V. da; SILVA, J. C. da. O materialismo histórico-dialético como método de análise: uma via possível para entender a história das mulheres e da mulher na história?. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 14, n. 59, p. 37–52, 2014. DOI: 10.20396/rho.v14i59.8640346. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640346. Acesso em: 27 fev. 2024.

Resumo

O presente artigo discute a história das mulheres. Tece um panorama sobre ideologia e poder no discurso da imprensa feminina, procurando encontrar ressonâncias sobre o perfil da mulher burguesa. A proposta é suscitar uma análise conceitual e tecer uma inter-relação entre o materialismo histórico e a perspectiva de análise de linguagem do filósofo-russo, Mikhail Bakhtin. Partimos dos pressupostos da dialética materialista histórica e da análise da ideologia abordagem na qual imprimimos um enfoque discursivo, ou seja, como estas relações contraditórias, tão bem explicadas pelo materialismo histórico, estão inseridas e mostradas no discurso. Estas duas diretrizes levaram a desvendamentos de significados ideológicos presentes em enunciados discursivos da imprensa feminina. Partimos destas duas diretrizes para fazermos uma análise dos discursos da mídia feminina, observamos as novas exigências e os critérios colocados para a mulher burguesa nos anos 30, percebendo o texto, o contexto e a “intertextualidade” dos diálogos impressos. A análise possibilitou verificar a linguagem a partir dos enunciados discursivos, e a função interacional, uma particularidade humana e histórica.

https://doi.org/10.20396/rho.v14i59.8640346
PDF

Referências

BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem: problemas fundamentais do método sócio-lógico na ciência da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2002.

BAKHTIN, Mikhail. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

BOTTOMORE, Tom. Dicionário do pensamento marxista. RJ: Zahar, 1988.

CHAUI, Marilena. O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, 1984.

D’INCAO, Maria Ângela. Mulher e família burguesa. In: HISTÓRIA DAS MULHERES NO BRASIL, org. de Mary Del Priore, 5.ed. São Paulo, Ed. UNESP/Contexto/FAPESP, 2001.

LIPOVETSKY, Gilles. A terceira mulher: permanência e revolução do feminino. São Paulo: Companhia da Letras, 2000.

SILVA, Mara Cristine Vitorino e. Ideologia e poder nos enunciados discursivos nas revistas femininas: um perfil da mulher burguesa (1930-1937). Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-graduação em Letras. UNIOESTE, Cascavel, 2005.

MARX & ENGELS. A ideologia alemã. Tradução Conceição Jardim e Eduardo Lúcio Nogueira. São Paulo: Martins Fontes, 1980. (V. I e II )

MARX & ENGELS. Para a crítica da economia política. (Os Pensadores). Trad. port., São Paulo: Abril, 2000.

MALUF, Marina; MOTT, Maria Lúcia. Recônditos do Mundo Feminino in. SEVCENKO, Nicolau (org.) História da vida privada: República: da Belle Époque à Era do Rádio. Vol. 3. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

NOSSO SÉCULO. 1900/1946. Vários compositores. Direção artística: José Ramos Neto. Narração: Sérgio Viott. São Paulo: Abril Cultural,: 1980. (disco)

PERROT, Michelle & DUBY, Georges. História das Mulheres: do Renascimento à Idade Moderna, v.3. Edições Afrontamentos, 1991. (Vol. 3)

SCOTT, Joan. História das Mulheres. In: BURKE, Peter (org.); A escrita da história: novas perspectivas.São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista., 1992. p. 63-95

SODRÉ, Nelson Werneck. Capitalismo e revolução burguesa no Brasil. Belo Horizonte, Oficina de Livros, 1990.

Revista HISTEDBR On-line utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.