Intensificação do trabalho, alienação e emancipação humana

  • Eraldo Leme Batista Unioeste
  • Paulino José Orso Unioeste
Palavras-chave: Trabalho. Alienação. Emancipação humana

Resumo

Neste artigo, nos propomos discutir sobre os processos de trabalho na atualidade. Partindo do pressuposto de que o trabalho se constitui na categoria fundante do homem e da sociedade, numa palavra, na razão de ser do homem, a partir da produção marxiana e marxista, analisamos como o trabalho produziu o estranhamento do homem, cavou a alienação. Assim, a produção se tornou fetichizada e passou a dominar o próprio produtor, que, quanto mais intensifica a produção, seja por meio da mais-valia relativa ou da absoluta, mais empobrece, emburrece, embrutece e pauperiza o próprio trabalhador, fazendo a alegria dos não produtores, os capitalistas. Depreende-se, portanto, que, de acordo com o que e como produz, o homem também é educado de determinada forma pelo trabalho. Diante disso, impõe-se o imperativo da desalienação do trabalho, de uma nova educação e da indispensável supressão da propriedade privada dos meios de produção e da emancipação humana.

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Biografia do Autor

Eraldo Leme Batista, Unioeste

Doutor em História e Filosofia da Educação pela Unicamp, docente do Curso de Pedagogia da Unioeste e Pós-doutorando em Educação por esta mesma instituição, membro do Grupo de Pesquisa Histedopr.

Paulino José Orso, Unioeste

Doutor em História e Filosofia da Educação pela Unicamp, docente do Curso de Pedagogia e do Mestrado em Educação da Unioeste, líder do Grupo de Pesquisa Histedopr.

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Como Citar
Batista, E. L., & Orso, P. J. (1). Intensificação do trabalho, alienação e emancipação humana. Revista HISTEDBR On-Line, 14(59), 85-102. https://doi.org/10.20396/rho.v14i59.8640349
Seção
Artigos

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