Banner Portal
A centralidade do trabalho na determinação da mobilidade territorial dos trabalhadores rurais
PDF

Palavras-chave

Trabalho. Mobilidade. Expropriação. Rural

Como Citar

ALVES, A. E. S.; ALMEIDA, M. C. C. A centralidade do trabalho na determinação da mobilidade territorial dos trabalhadores rurais. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 14, n. 55, p. 250–266, 2014. DOI: 10.20396/rho.v14i55.8640473. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640473. Acesso em: 28 fev. 2024.

Resumo

Esse artigo trata da centralidade do trabalho na determinação da mobilidade territorial dos trabalhadores. Para tanto, se utiliza das contribuições teóricas de autores marxistas acerca da relação metabólica homem/natureza no processo de humanização e as metamorfoses dessa relação com o trabalho produtivo para fins de valorização do capital. O conceito de “mobilidade do trabalho” foi fundamentado em Gaudemar (1977) que oferece uma densa análise sobre as vinculações dos deslocamentos territoriais com a ampliação da produtividade e lucratividade. A mobilidade do trabalho nesses termos ocorre pari passu com a mobilidade do capital e, nesse sentido, é controlada e dominada pelos mediadores do capital. Essa discussão teórica vem entrelaçada com as análises do papel da educação na formação do trabalhador para o trabalho produtivo e da realidade da mobilidade do trabalho no Brasil e, mais especificamente, com a mobilidade dos trabalhadores no Sudoeste baiano e no Planalto conquistense. Esse esforço permitiu entrever as implicações “invisíveis” da mobilidade territorial do trabalho no sentido campo - cidade em Vitória da Conquista, marcadas nas histórias de vida de mulheres e homens migrantes.

https://doi.org/10.20396/rho.v14i55.8640473
PDF

Referências

ANTUNES, R. Ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. 4. ed. São Paulo: Boitempo, 2001.

ARENDT, H. A condição humana. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995.

CARNEIRO, Ma J. Ruralidade: novas identidades em construção. Estudos Sociedade e Agricultura, 11, p. 53-75, out, 1998. Disponível em: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/brasil/cpda/estudos/onze/zeze11.htm. Acesso em: 01/04/2011.

DAMIANI, A. L. População e geografia. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2001.

FARAH, M. F. S. Processo de trabalho na construção civil: tradição e mudança. São Paulo: ANNABLUME, 1996.

FRIGOTTO, G. Educação e a crise do capitalismo real. São Paulo: Cortez, 1995.

GAUDEMAR, J. P. de. Mobilidade do trabalho e acumulação do capital. Lisboa: Estampa, 1977.

GOMES, F. G. Mobilidade do trabalho e controle social: trabalho e organização na era neoliberal. Revista de Sociologia e Política, v.17, n. 32, p.33-49, 2009. Disponível em: www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-44782009000100003&script=sci_arttext. Acesso em: 12/05/2014.

HEYDORN, H.J. Elementos de uma teoria da educação. Tempo Brasileiro Revista de cultura a crise do pensamento moderno 1, n. 17/18, 1968.

IANNI, O. Origens Agrárias do Estado Brasileiro. SP: Brasiliense, 2004.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censos demográficos do Brasil – Bahia, 1940, 1950, 1960, 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010.

INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Caracterização e tendências da rede urbana do Brasil. Brasília: IPEA, 1999.

LUKÁCS, G. As bases ontológicas do pensamento e da atividade do homem. Temas de Ciências Humanas. São Paulo: Livraria Editora Ciências Humanas, 1978.

MARTINS, J. S. Exclusão social e a nova desigualdade. S.P.: Paulus, 2012.

MARX, K. O Capital - Crítica da Economia Política. In: Coleção “Os economistas”. Tradução de Regis Barbosa e Flávio R. Kothe. 2. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1985. v. 1.

MARX, K. A origem do capital. A acumulação primitiva. 6. ed. Tradução de Walter S. Maia. São Paulo: Global Editoras, 1989.

MENEZES, S. O. Entre o campo e a cidade: trabalho e trabalhadores dentro do território de luta. In: CONCEIÇÃO, A. L. (Org). Trabalho e trabalhadores: as novas configurações espaciais da reestruturação produtiva no espaço rural. São Cristóvão/SE: Editora UFS,2011.

NOSELLA, P. Trabalho e Educação. In: GOMEZ, C. et al. Trabalho e Conhecimento: Dilemas na Educação do Trabalhador. 2. ed. São Paulo: Cortez; Autores Associados, 1989.

OLIVEIRA, F. A economia Brasileira: crítica à razão dualista. 4 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1981.

SAMPAIO, A. V. O. Mobilidade do trabalho e produção do espaço regional de Vitória da Conquista – BA. São Cristóvão/SE, 2013. Tese de Doutorado na Universidade Federal de Sergipe (UFS), 2013.

SILVA, J. G. A nova dinâmica da agricultura brasileira. 2 ed. SP: IE/Unicamp, 1998.

SILVA, M. A. de M. Errantes do fim de século. São Paulo: Fundação editora da UNESP, 1999.

SOUZA, S. T.; SANTOS, J. R. D. Considerações sobre a mobilidade do trabalho na relação campo-cidade em Vitória da Conquista. Vitória da Conquista: Anais do VIII Encontro Baiano de Geografia e X Semana de Geografia da UESB, 2011. ISSN 2179-4774. Disponível em: www.uesb.br/eventos/ebg/anais/8g.pdf. Acesso em 07 de abril de 2014.

VARGAS, N. Tendências de mudança na indústria da construção. Espaço & Debates: Trabalho e construção da cidade. São Paulo: Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos, Ano XXII, no36, p.47-53, 1992.

WANDERLEY, Ma de N. B. O mundo rural como um espaço de vida: reflexões sobre a propriedade da terra, agricultura familiar e ruralidade. Porto Alegre: UGRGS, 2009.

WANDERLEY, Ma de N. B. A emergência de uma nova ruralidade nas sociedades modernas avançadas – o “rural” como espaço singular e ator coletivo. Estudos Sociedade e Agricultura, 15, p. 87-145, out, 2000. Disponível em: http://agriculturasamazonicas.ufpa.br/PDF'S/AA_selecao/2011/Wanderley%201996.pdf; Acesso em: 01/04/20011.

Revista HISTEDBR On-line utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.