A invenção e (des) invenção da escola à luz da sociedade do espetáculo: algumas reflexões possíveis

Autores

  • Adriana Regina Jesus Santos Universidade Estadual de Londrina - UEL
  • Marta Regina Furlan de Oliveira Universidade Estadual de Londrina - UEL

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v15i62.8640505

Palavras-chave:

Escola. Sociedade do Espetáculo. Profissionais da Educação

Resumo

O propósito deste artigo consiste em analisar e refletir as dimensões que caracterizam a invenção e a (des) invenção da escola à luz da sociedade do espetáculo, tecendo um olhar crítico e comprometido em torno dos saberes e práticas pedagógicas dos profissionais da educação. Sob a égide atual vemos a invenção da escola enquanto espaço de múltiplas funções (assistencial, lucrativa, diversão, lazer, padronização de comportamento, unificação do pensamento) e a (des) invenção da escola enquanto espaço e tempo do conhecimento e da emancipação humana. Os saberes e práticas pedagógicas tem se restringido às ações de reprodução e unificação do pensamento, em que a superficialidade das coisas supera o necessário, ou seja, a escola é seduzida para o mundo do espetáculo (comemorações diversas, festas, passeios) secundarizando o conhecimento crítico, criativo e emancipatório dos sujeitos. A própria obviedade do trabalho dos profissionais da educação expropria da escola a sua capacidade de elaboração do pensamento crítico, criativo e inventivo com vistas à formação do sujeito emancipado. Nesse sentido, partindo de leituras de alguns autores como: Baumam, Marcuse, Adorno entre outros é possível problematizar a escola enquanto espaço e tempo do conhecimento sistematizado e elaborado.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Adriana Regina Jesus Santos, Universidade Estadual de Londrina - UEL

Docente da Universidade Estadual de Londrina - Departamento de Educação

Marta Regina Furlan de Oliveira, Universidade Estadual de Londrina - UEL

Professora assistente do Departamento de Educação da Universidade Estadual de Londrina e Coordenadora do Curso de Pós Graduação.

Referências

ADORNO, T. Educação e Emancipação. Trad. Wolfgang L. Maar. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

ADORNO, T. Educação e emancipação. São Paulo: Paz e Terra, 2003.

ADORNO, T; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento. Trad. Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.

BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Tradução: Mauro Gama, Cláudia Martinelli Gama. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Trad. De Plínio Dentzien. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2001.

BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: A transformação das pessoas em mercadoria. Tradução: Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.

MAKARENKO, Anton Semiônovitch. O Socialismo e a educação dos filhos. Rio de Janeiro: Editorial Vitória, 1956.

MARCUSE, H. Eros e civilização: uma interpretação filosófica do pensamento de Freud. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975.

MOREIRA, Antônio F. B; CANDAU, Vera Maria. Educação Escolar e cultura(s): construindo caminhos. Revista Brasileira de Educação, n. 23, p. 156-167, mai./jun./jul.2003.

MOREIRA, Alberto da Silva. Cultura Midiática e educação infantil. Educação e Sociedade, Campinas: CEDES, v. 24, n. 85, p. 1203-1235, dez. 2003.

MOSCOVICI, Serge. Representações sociais: investigações em psicologia social. Petrópolis: Vozes, 2003.

PALANGANA, Isilda Campaner. Individualidade: afirmação e negação na sociedade capitalista. São Paulo: Summus, 2002.

THOMPSON, John B. Ideologia e cultura moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis: Vozes, 1995.

VARELA, Julia. A maquinaria escolar. Teoria e Educação, Porto Alegre, n. 6, p. 68-96, 2002.

ZUIN, Antônio Álvaro Soares. Indústria cultural e educação: o novo canto da sereia. Campinas: Autores Associados, 1999.

Downloads

Publicado

2015-08-07

Como Citar

SANTOS, A. R. J.; OLIVEIRA, M. R. F. de. A invenção e (des) invenção da escola à luz da sociedade do espetáculo: algumas reflexões possíveis. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 15, n. 62, p. 242–253, 2015. DOI: 10.20396/rho.v15i62.8640505. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640505. Acesso em: 21 out. 2021.

Edição

Seção

Artigos