Omnilateralidade e as concepções burguesas de educação integral

Autores

  • Paulo Aparecido Dias da Silva Universidade Federal de Rondônia

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v15i65.8642706

Palavras-chave:

Educação Integral. Omnilateralidade. Individualidade para-si

Resumo

O trabalho tem por objetivo discutir, a partir de uma pesquisa bibliográfica, o conceito de omnilateralidade na perspectiva marxista em contraposição às concepções burguesas de educação integral difundidas no âmbito da educação básica brasileira. A partir dos aportes teóricos de Marx e Engels (1987; 2004; 2007), Saviani (2010; 2013), Duarte (1999; 2008; 2010), Pistrak (2003; 2009) e Lombardi (2010) busca-se demonstrar os limites das concepções burguesas de educação integral tendo em vista a não consideração dos determinantes sociais e econômicos no interior do modo de produção capitalista que impedem o livre desenvolvimento da individualidade humana e impossibilitam a apropriação dos conhecimentos produzidos historicamente pela humanidade por todos os indivíduos. Desta forma, a educação no âmbito da sociedade capitalista, está reduzida a uma formação unilateral objetivando reproduzir o estado de coisas vigente nesta mesma sociedade. No entanto, cabe destacar que esse processo ocorre de forma contraditória tem em vista que a apropriação de conhecimentos científicos no interior do modo de produção capitalista possibilita a intervenção revolucionária na realidade.

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Biografia do Autor

Paulo Aparecido Dias da Silva, Universidade Federal de Rondônia

Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Rondônia (2006), Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Rondônia (2011). Atuou como professor na educação básica e atualmente é Doutorando em Educação pela Universidade Federal do Amazonas e docente do Magistério Superior na Universidade Federal de Rondônia.

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Publicado

2015-12-14

Como Citar

SILVA, P. A. D. da. Omnilateralidade e as concepções burguesas de educação integral. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 15, n. 65, p. 218–227, 2015. DOI: 10.20396/rho.v15i65.8642706. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8642706. Acesso em: 4 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos