A leitura no Brasil Colônia e suas (inter)relações com a contemporaneidade

Palavras-chave: Literatura colonial. História do livro. História da leitura.

Resumo

O entendimento da leitura e da produção de livros no Brasil pode ser visto como um processo de construção social a partir do modo de colonização arbitrado pela metrópole portuguesa. Diante disso, a formação intelectiva do brasileiro teve perdas, uma vez que lhe foi impedido o acesso a construções ideológicas importantes e ganhos, porque teve que driblar as peias coercitivas impostas pela pátria lusitana. Pero Vaz de Caminha, Gregório de Matos, Tomás Antônio Gonzaga foram alguns dos nomes que conseguiram na contemporaneidade a valorização justa em função não só da qualidade textual de suas obras, mas do esforço em serem escritores em um país de poucos leitores e, principalmente, incentivos ligados à intelectualidade. Neste sentido, percebe-se a colonização do país não só como exploratória, mas também como inibidora do processo emancipatório do brasileiro. O reflexo disso, na literatura atual, é a reprodução de situações que marcam a construção sócio-histórica do país desde sua base colonial. Portanto, para compreender o hoje, faz-se necessário revisitar o ontem.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Gustavo Borges Sousa, Universidade de Uberaba
Mestre em Educação pela Universidade de Uberaba (Uniube); Especialista em Ensino de Literatura e Crítica Literária pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM).
Luciana Beatriz Oliveira Bar Carvalho, Universidade de Uberaba
Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Coordenadora do Programa de Mestrado Profissional em Educação (PPGEB-UNIUBE) e Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade de Uberaba (UNIUBE).
Carlos Henrique de Carvalho, Universidade Federal de Uberlândia
Doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP). Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Bolsista Produtividade em Pesquisa do CNPq e do Programa Pesquisador Mineiro da FAPEMIG.   

Referências

ALMEIDA, M. A. de. Memórias de um sargento de milícias. 25. ed. São Paulo: Ática, 1996. (Bom Livro).

AMADO, J. Capitães da areia. Jorge Amado; posfácio Milton Hatoum. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

ANDRADE, O. Obras completas, VII poesias reunidas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1974.

ASSIS, J. M. M. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 1975.

DESCARTES, R. Discurso do método meditações. São Paulo: Martin Claret, 2008.

EL FAR, A. O livro e a leitura no Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.

FRESNOT, V. DESMUNDO. Direção: Adrian Cooper; Chico Andrade. Produção: Van Fresnot. Brasil: Columbia Pictures do Brasil, 2003. 1 DVD (100 min.).

GOSSEN, G. O que houve com as notas de 10 reais de plástico. Disponível em: < http://www.gurimedonho.com.br/o-que-houve-com-as-cedulas-de-10-reais-de-plastico/ >. Acesso em: 01 mar. 2018.

HALLEWELL, L. O Livro no Brasil: sua história. Trad. de Maria da Penha Villalobos, Lólio Lourenço de Oliveira e Geraldo Gerson de Souza. 3. ed. São Paulo: Ed. da USP, 2012.

INFANTE, U. Textos: leituras e escritas: literatura, língua e redação. São Paulo: Scipione, 2000. v. 1.

MOISÉS, M. A literatura brasileira através dos textos. 23. ed. São Paulo: Cultrix, 2002.

MOTA, M. B. História: das cavernas ao terceiro milênio. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2002.

PESSOA, F. Mensagem. São Paulo: Martin Claret, 2002.

RAMOS, G. Vidas secas. 102. ed. São Paulo; Rio de Janeiro: Record, 2007.

Publicado
2018-03-27
Como Citar
Sousa, G. B., Carvalho, L. B. O. B., & Carvalho, C. H. de. (2018). A leitura no Brasil Colônia e suas (inter)relações com a contemporaneidade. Revista HISTEDBR On-Line, 18(1), 17-28. https://doi.org/10.20396/rho.v18i1.8651614
Seção
Artigos