Banner Portal
Português e línguas bantu na educação angolana
PDF

Palavras-chave

Angola
Educação bilíngue
Língua portuguesa
Línguas bantu.

Como Citar

SEVERO, C. G. .; SASSUCO, D. P. .; BERNARDO, E. P. J. . Português e línguas bantu na educação angolana : da diversidade como “problema”. Línguas e Instrumentos Linguísticos, Campinas, SP, n. 43, p. 290–307, 2019. DOI: 10.20396/lil.v0i43.8658374. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/lil/article/view/8658374. Acesso em: 23 fev. 2024.

Resumo

O artigo aborda as políticas, discursos e práticas envolvendo a língua portuguesa em Angola em relação com as línguas angolanas de origem bantu. O texto apresenta tanto discursos oficiais, da esfera educacional, como concepções oriundas de sujeitos locais, em que a língua portuguesa opera de forma hibridizada – constituindo o português angolano – ou paralelamente às línguas bantu. Enfocamos o contexto rural angolano, atentando para a importância de uma política bilíngue e translíngue, em respeito à diversidade linguística. Por fim, o artigo advoga que a diversidade linguística não deve ser vista como problema, mas como um trunfo cultural e político a ser legitimado.

https://doi.org/10.20396/lil.v0i43.8658374
PDF

Referências

ALMEIDA, Dóris Bittencourt. (2004). A educação rural como um processo civilizador. In: STEPHANOU, M.; BASTOS, M. H. C. (Orgs.). Histórias e memórias da educação no Brasil:século XX. Petrópolis: Vozes. p. 278-295.

ANGOLA. (2001). Lei de Bases do Sistema de Educação, Lei 13/01, de 31 de dezembro. Luanda: Assembleia Nacional. Disponível em: http://welvitchia.com/SESA_files/Lei%2013_01_Lei%20de%20Bases%20do%20Sistema%20de%20Educacao%20de%20Angola%202001.pdf. Acesso em: 22 de maio de 2019.

ANGOLA. (2010). Constituição da República.Luanda:Assembleia Nacional.

ANGOLA. (2016) Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino, Lei 17/16, de 07 de outubro. Diário da República, I Série-n.º 170. Disponível em: http://www.parlamento.ao/documents/91849/136379/LEI+N.%C2%BA+1716%2C+LEI+DE+BASES+DO+SISTEMA+DE+EDUCA%C3%87%C3%83O+E+ENSINO.pdf. Acesso em: 22 maio 2019.

BERNARDO, Ezequiel Pedro José. (2018). Política linguística para o ensino bilíngue em Angola. (Dissertação de mestrado). Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Linguística, Florianópolis.

CHICUMBA, Mateus. (2013) A educação bilingue em Angola e o lugar das línguas nacionais. IV Colóquio Internacional de Doutorandos/as do CES, 6-7 dezembro, 2013. Disponível em: https://cabodostrabalhos.ces.uc.pt/n10/documentos/11.1.2_Mateus_Segunda_Chicumba.pdf. Acesso em: 19 de maio de 2019.

FERNANDES, J.; NTONDO, Z. Angola: Povos e Línguas. Luanda: Editorial Nzila, 2002. Disponível em: http://www.triplov.com/letras/americo_correia_oliveira/literatura_angolana/anexo3.htm. Acesso em: 20 de maio de 2019.

GARCÍA, Ofelia; WEI, Li. (2014). Translanguaging: language, bilingualism and education. New York: Palgrave Macmillan.

INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA (INE). (2016). Resultados definitivos: Recenseamento Geral da População e Habitação.Luanda: INE.

KAJIBANGA, Vítor. (2010). Culturas étnicas e cultura nacional: Uma reflexão sociológica sobre o caso angolano. Revista Angolana de Sociologia, nº 3, p. 97-105.

KI-ZERBO, Joseph. Introdução Geral. (2010). In: KI-ZERBO, J (org). História Geral da África:metodologia e pré-história da África, vol. 1. São Paulo: UNESCO, p. XXXI-LVII.

MAKONI, Sinfree; MEINHOF, Uriel. (2004). Western perspectives in applied linguistics in Africa. AILA Review, 17,p.77–105.

MINGAS, Amelia. (1998). O português em Angola: Reflexões. Anais do VIII Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa. Macau: Centro Cultural da Universidade de Macau, p. 109-123.

OLIVO, Gleison. (2017). Sentidos e saberes da escola rural no vale dos vinhedos–Bento Gonçalves/RS -(1928 -1958) (Dissertação de Mestrado). Universidade de Caxias do Sul, Programa de Pós-Graduação em Educação, Caxias do Sul.

SEVERO, Cristine Gorski; MAKONI, Sinfree. (2015). Políticas Linguísticas Brasil-África. Santa Catarina: Isular.

SILVA, Eugénio Alves da (2012). Educação tradicional em Angola pós-colonial: que diálogo com a educação oficial estatal? MULEMBA, v. II, nº 4, p. 11-40.

SITOE, Bento. (2014). Línguas moçambicanas, como estamos? In: SEVERO, Cristine; SITOE, Bento; PEDRO, José. (orgs.). Estão as línguas nacionais em perigo?Lisboa: Escolar Editora, p .37-76.

A revista Línguas e Instrumentos Linguísticos utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

 

 

Downloads

Não há dados estatísticos.