Critérios métodos e parâmetros de atuação no entorno e de bens tombados isolados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional: a visibilidade em questão

Autores

  • Cristiane Vieira Cabreira Universidade Federal Fluminense
  • Rosina Trevisan Ribeiro Universidade Federal do Rio de Janeiro/ FAU-PROARQ
  • Cláudia Barroso Krause Universidade Federal do Rio de Janeiro/ FAU-PROARQ

DOI:

https://doi.org/10.20396/parc.v4i1.8634557

Palavras-chave:

Entorno. Métodos de delimitação. IPHAN. Declaração de Xi-an.

Resumo

Reconhecidamente os edifícios históricos vêm sendo tratados fisicamente como elementos estáticos imersos em um contexto em constante transformação, ocasionando danos e prejuízos à sua preservação. Neste sentido, há um esforço para o estabelecimento das diretrizes para preservação de um entorno a fim de consolidar um anel de proteção que minimize os efeitos negativos das transformações urbanas. No entanto, observa-se que a maioria dos métodos utilizados para delimitação do entorno se baseia nos critérios de visibilidade e ambiência, insuficientes para impedir os impactos negativos na estrutura física do edifício e o incremento no processo de degradação material. Ao elencar tais métodos, este artigo tem como objetivo analisar criticamente os mesmos à luz dos aspectos propostos pela Operational Guidelines da UNESCO e pela Declaração de Xi-an, ambas de 2005. Considera-se que há uma lacuna nos critérios considerados para delimitação do entorno de edifícios tombados, visto que não devem se limitar à visibilidade, m as também à associação de outros contextos: materiais, econômicos, climáticos, sociais e culturais. A análise crítica proposta permitirá problematizar as orientações metodológicas existentes para delimitação do entorno de bens tombados, indicando a necessidade da inclusão de novos atributos que resguardem efetivamente o edifício histórico.

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Biografia do Autor

Cristiane Vieira Cabreira, Universidade Federal Fluminense

Graduada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003), mestre na mesma instituição na linha de pesquisa Sustentabilidade, Conforto Ambiental e Eficiência Energética (2010). Gestora Ambiental pela Fundação de Apoio ao CEFET (2009). Arquiteta & Urbanista da Universidade Federal Fluminense. Arquiteta consultora da Fundação Oswaldo Cruz/ Casa de Oswaldo Cruz. Professora titular da Oficina-Escola de Manguinhos, do Departamento de Patrimônio Histórico da mesma instituição. Pesquisadora em Conservação Preventiva de Acervos Móveis e Imóveis. Atua na elaboração de projetos de arquitetura, com ênfase em adequação ambiental e eficiência energética. 

Rosina Trevisan Ribeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro/ FAU-PROARQ

Arquiteta pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Gama Filho (1977), mestrado em Arquitetura pela UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994) e doutorado em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ (2000). Trabalhou 11 anos no IPHAN - Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Atualmente é professora associada da FAU/UFRJ, professora e Coordenadora adjunto de Ensino do PROARQ - Programa de Pós-graduação em Arquitetura da FAU/UFRJ. Coordenadora do Mestrado Profissional em Projeto e Patrimônio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desenvolve os projetos de pesquisa: Preservação e restauração do patrimônio edificado e Estudo das Técnicas Construtivas brasileiras do colonial ao eclético. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Preservação e Restauração do Patrimônio edificado.

Cláudia Barroso Krause, Universidade Federal do Rio de Janeiro/ FAU-PROARQ

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Santa Úrsula (1978), mestrado em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1989) e doutorado em Energétique des Bâtiments - Centre d'energétique - Ecole Nationale Supérieure des Mines de Paris (1995). Atualmente é professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, consultor eventual do Instituto Brasileiro de Administração Municipal, consultor ad-hoc da CAPES, FAPESP, Scielo, coordenadora brasileira de convenio capes cofecub 2010 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, consultor - Procel Eletrobras, consultor membro da secretaria técnica do gte do Ministério de Minas e Energia, parecerista da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído e consultor para questões de eficiência energética do Ministério de Minas e Energia. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Adequação Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: arquitetura e desenvolvimento sustentável, conforto ambiental, eficiência energética em edificações, adequação ambiental e qualidade do ambiente construído.

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Publicado

2013-04-30

Como Citar

CABREIRA, C. V.; RIBEIRO, R. T.; KRAUSE, C. B. Critérios métodos e parâmetros de atuação no entorno e de bens tombados isolados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional: a visibilidade em questão. PARC Pesquisa em Arquitetura e Construção, Campinas, SP, v. 4, n. 1, p. 38–49, 2013. DOI: 10.20396/parc.v4i1.8634557. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/parc/article/view/8634557. Acesso em: 27 nov. 2021.