“Novas” questões na teoria da restauração do patrimônio urbano: identidades culturais, função social e participação dos usuários

Autores

  • Nivaldo Vieira de Andrade Junior Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Arquitetura

DOI:

https://doi.org/10.20396/parc.v4i1.8634559

Palavras-chave:

Patrimônio edificado. Participação social. Função social. Identidades culturais.

Resumo

O conjunto de conceitos desenvolvidos na Itália por Cesare Brandi a partir do segundo pós-guerra e consolidado na sua Teoria del Restauro de 1963 se baseia na crença de que o conhecimento especializado dos historiadores e críticos de arte lhes permite separar os bens culturais que devem ser preservados para as gerações futuras – as obras de arte – dos demais artefatos humanos. A teoria brandiana se constitui ainda hoje na teoria da restauração mais difundida e aceita nos meios especializados, no Brasil; trata-se, porém, de uma teoria que, além de pretender aplicar conceitos desenvolvidos para objetos pontuais em estruturas muito mais complexas, como sítios urbanos de valor cultural, habitados por milhares de pessoas e abrigando atividades econômicas diversas, desconsidera, em boa medida, as transformações culturais ocorridas a partir dos anos 1960. Este artigo se baseia na análise de dois confrontos: por um lado, entre a teoria brandiana e outros discursos surgidos posteriormente; por outro, uma análise dos embates observados atualmente no Brasil entre as práticas de preservação dos órgãos públicos de patrimônio e as relações estabelecidas entre os usuários diretos dos bens culturais e estes bens. A partir destes dois níveis de conflito – entre discursos teóricos e entre práticas de preservação –, serão problematizadas algumas questões, visando provocar um debate sobre os possíveis caminhos da restauração na contemporaneidade.

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Biografia do Autor

Nivaldo Vieira de Andrade Junior, Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Arquitetura

Possui graduação (2002), mestrado (2006) e doutorado (2012) em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia. Professor Adjunto do Departamento de Teoria e Prática do Planejamento da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, atuando principalmente nos seguintes temas: projetos de arquitetura e desenho urbano, requalificação urbana, intervenções projetuais em edifícios e sítios preexistentes, teorias da conservação e da restauração, políticas públicas de preservação do patrimônio cultural, história e crítica da arquitetura moderna e contemporânea.

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Publicado

2013-04-30

Como Citar

ANDRADE JUNIOR, N. V. de. “Novas” questões na teoria da restauração do patrimônio urbano: identidades culturais, função social e participação dos usuários. PARC Pesquisa em Arquitetura e Construção, Campinas, SP, v. 4, n. 1, p. 63–79, 2013. DOI: 10.20396/parc.v4i1.8634559. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/parc/article/view/8634559. Acesso em: 27 nov. 2021.