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Influência térmica da fachada verde no ambiente interno
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Palavras-chave

Jardim vertical
Fachada verde
Estratégia bioclimática
Desempenho térmico

Como Citar

PADOVAN, Leonardo Diba Gonçalves; FONTES, Maria Solange Gurgel de Castro; BARBOSA, Murilo Cruciol. Influência térmica da fachada verde no ambiente interno. PARC Pesquisa em Arquitetura e Construção, Campinas, SP, v. 13, n. 00, p. e022005, 2022. DOI: 10.20396/parc.v13i00.8661203. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/parc/article/view/8661203. Acesso em: 16 abr. 2024.

Resumo

Dentre as estratégias bioclimáticas, o uso da vegetação vem assumindo um papel de grande destaque em função da sua efetividade na redução de temperaturas superficiais e de ambientes internos e, consequentemente, podendo contribuir para a diminuição do consumo energético da edificação. Neste contexto, este trabalho mostra resultados de um estudo cujo objetivo foi identificar a contribuição do uso de fachadas verdes – tipologia de jardim vertical que utiliza espécies de plantas trepadeiras – no desempenho térmico de ambientes de trabalho, em clima quente. Para isso, um estudo experimental foi desenvolvido em um campus universitário em Ourinhos-SP, cidade de clima subtropical com verão quente, por meio da implantação de uma fachada verde na face Oeste de um escritório universitário, construído de blocos de concreto e cobertura de telhas metálicas.  O estudo contemplou a implementação de uma fachada verde com a planta trepadeira Ipomoea horsfalliae Hook; medições microclimáticas (temperatura do ar, umidade relativa do ar e velocidade do ar nos ambientes internos e no exterior dos escritórios) no escritório protegido pela fachada verde e em outro similar (em dimensão e orientação), que serviu de controle (sem fachada verde). A análise dos resultados evidencia o potencial amenizador térmico da fachada verde, uma vez que a temperatura média do ar do escritório com a presença desta estratégia apresentou uma redução média de 4,4 °C em relação ao ambiente controle.

https://doi.org/10.20396/parc.v13i00.8661203
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Referências

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