Banner Portal
O Cine Debate promovendo encontros do cinema com a escola
PDF

Palavras-chave

Cinema. Escola. Educação do olhar. Alteridade

Como Citar

BERTI, Andreza; CARVALHO, Rosa Malena. O Cine Debate promovendo encontros do cinema com a escola. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 24, n. 3, p. 183–200, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8642523. Acesso em: 23 maio. 2024.

Resumo

Partindo da hipótese-cinema, de Alain Bergala (2008), reconhecemos o cinema como alteridade, pois a experiência com o cinema permite ser o outro, viver em outro território, flanar por diferentes espaços e tempos. Nesse processo, o cinema pode entrar na escola como potência criadora: promover o encontro dos(as) alunos(as) com diferentes experiências estéticas; provocar a dúvida, o questionamento, colocando em xeque o lugar-comum, os padrões socioculturais, as identidades fixas. A experiência com Cine Debate em escolas públicas de Ensino Médio, nos municípios do Rio de Janeiro e Niterói, permitiu problematizar a produção cinematográfica, favorecer a aproximação do cinema com a escola, contribuir para a ampliação do número de filmes brasileiros assistidos, questionar o que consideramos “olhar”. Por meio de uma pesquisa qualitativa, percebemos o desejo dos estudantes em aprofundar os temas discutidos, conhecemos seus gêneros cinematográficos preferidos e a frequência com que assistem a filmes. Esse resultado indica a continuidade da experiência com o Cine Debate.

Abstract

Taking as its starting point the hypothesis cinema, by Alain Bergala (2008), we recognize cinema as otherness, because, from experience with the cinema, we can be the other, live in the other’s territory, fly through different spaces and times. In this process, the cinema may enter the school as a creative potential; to promote the meeting of students with different aesthetic experiences, to provoke doubts and questioning the commonplace, the social and cultural patterns, the fixed identities. The experience with cinema-debate in public schools in Rio de Janeiro and Niterói, allowed us to discuss cinematographic production, favor the convergence between cinema and school, contribute to increase the number of Brazilian films seen, question what we consider “to look”. Through a qualitative research, we could see the students’ desire to go deeper into this discussion, to learn about the film genres they prefer and, how often do they go to the movies. These results recommend the continuity of the experience with cinema-debate.

Keywords Cinema. School. Education of seeing. Otherness

PDF

Referências

AZEVEDO, A. L.; TEIXEIRA, I. Os professores e o cinema na companhia de Bergala. Revista Contemporânea de Educação – Dossiê, cinema e educação. Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, v. 5, n. 10, jul./dez. 2010.

BARTHES, R. A Câmara Clara. 8. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

BERGALA, A. A hipótese-cinema: pequeno tratado de transmissão do cinema dentro e fora da escola. Rio de Janeiro: Booklink; CINEAD-LISE -FE/UFRJ, 2008.

BERTI, A. A corporeidade no espaçotempoescolar: uma possibilidade na construção rizomática do conhecimento. Dissertação (Mestrado)–Programa de Pós-Graduação em Educação, Unimep, Piracicaba, 2009.

CARVALHO, R. M. Corporeidade e cotidianidade na formação de professores. Niterói: Editora da UFF, 2012.

DELEUZE, G. A imagem-tempo. Tradução Eloisa de Araújo Ribeiro. São Paulo: Brasiliense, 2007.

DELEUZE, G. Diferença e repetição. 2. ed. Rio de Janeiro: Graal, 2006.

DUARTE, R. Cinema & educação. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 40. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.

GALLO, S. Eu, o outro e tantos outros: educação, alteridade e filosofia da diferença. In: CONGRESSO INTERNACIONAL COTIDIANO: DIÁLOGOS SOBRE DIÁLOGOS, 2., 2008, Niterói. Anais... Rio de Janeiro: Universidade Federal Fluminense, 2008.

LARROSA, J. Linguagem e educação depois de Babel. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.

MANGUEL, A. Lendo Imagens. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

MARX, K.; ENGELS, F. A ideologia alemã. Feuerbach – a contraposição entre as cosmovisões materialista e idealista. Tradução Frank Muller. São Paulo: Martin Claret, 2006.

OLIVEIRA, R. C. O trabalho do antropólogo. São Paulo: UNESP/Paralelo 15, 1998.

PUCCI, B. (Org.). Teoria crítica e educação. A questão da formação cultural na escola de Frankfurt. Rio de Janeiro: Vozes, 1994.

SKLIAR, C. A materialidade da morte e o eufemismo da tolerância: duas faces, dentre as milhões de faces, desse monstro (humano) chamado racismo. In: GALLO, S.; SOUZA, R. M. de (Org.). Educação do preconceito: ensaios sobre poder e resistência. Campinas, SP: Alínea, 2004. p. 69-90.

Proposições utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.