Mapas, dança, desenhos: a cartografia como método de pesquisa em educação

  • Thiago Ranniery Moreira Oliveira Universidade Federal de Minas Gerais
  • Marlucy Alves Paraíso Universidade Federal de Minas Gerais
Palavras-chave: Cartografia. Linhas. Movimento

Resumo

Escutar o universo filosófico de Gilles Deleuze e sua parceria com Félix Guattari e registrar possibilidades da cartografia como mé- todo de pesquisa em educação são os objetivos centrais deste artigo. É no trabalho sobre as linhas, no qual estão em jogo as metamorfoses da vida, que a cartografia se faz. A cartografia assume-se implicada na criação e na invenção, ao pensar uma pesquisa das multiplicidades que faz gerar multiplicidades. Traçar linhas, mapear territórios, acompanhar movimentos de desterritorialização, promover rotas de escape são alguns dos procedimentos que este estudo pretende registrar como possibilidades de pesquisar em educação. Discutindo a produtividade dessa coreografia do desassossego, esboçamos quatro movimentos que denominamos: olhares-ciganos, noite de núpcias, pintar um quadro, linhas bailarinas.

Abstract

Listening to Gilles Deleuze’s philosophical universe and his partnership with Félix Guattari and recording cartography possibilities as a research method in education are the main aims of this article. It is in the work on the lines, where the metamorphosis of life is at stake, that cartography is done. Cartography is related to creation and invention when thinking of a research on the multiplicities that generate multiplicities. Drawing lines, mapping territories, monitoring movements of desterritorialization, and promoting escape routes are some of the procedures that this study intends to register as research opportunities in education. By discussing the productivity of the choreography of the unrest, we have outlined four movements which we called: gypsy looks, wedding night, paint a picture, lines dancers.

Key words Cartography. Line. Moviment

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Biografia do Autor

Thiago Ranniery Moreira Oliveira, Universidade Federal de Minas Gerais
Possui graduação em Ciências Biológicas Licenciatura pela Universidade Federal de Sergipe (2009) e mestrado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2012). Foi professor substituto do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Sergipe e professor Assistente do Curso de Pedagogia da Faculdade Pio Décimo. Atualmente, é doutorando em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro na linha de pesquisa Currículo: sujeitos, conhecimento e cultura no Programa de Pós-Graduação em Educação da mesma universidade. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Política e Ética em Currículo. Seus interesses de pesquisa são: estudos queers, estudos da performance e da performatividade e teoria do afeto. Atua principalmente nos seguintes temas: corporficação, subjetivação, gênero, sexualidade, afeto e diferença
Marlucy Alves Paraíso, Universidade Federal de Minas Gerais
É professora Associada da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, onde atua desde 1995 e do Programa de Pós-graduação em Educação da mesma universidade desde 2003. É pesquisadora 1D do CNPq. É Coordenadora do GECC: Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Currículos e Culturas da FAE/UFMG, que fundou em 2002 e coordenou nos seguintes períodos: 2002 a 2004, 2006 a 2008 e 2011 até a atualidade. É Coordenadora da Comissão de Acompanhamento e Avaliação Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação da FAE/UFMG desde fevereiro de 2015.

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Publicado
2016-01-11
Como Citar
Oliveira, T. R. M., & Paraíso, M. A. (2016). Mapas, dança, desenhos: a cartografia como método de pesquisa em educação. Pro-Posições, 23(3), 159-178. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8642843
Seção
Artigos