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Mapa conceitual: seu potencial como instrumento avaliativo
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Palavras-chave

Avaliação da aprendizagem. Formação de professores. Práticas avaliativas. Mapa conceitual

Como Citar

SOUZA, Nadia Aparecida; BORUCHOVITCH, Evely. Mapa conceitual: seu potencial como instrumento avaliativo. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 21, n. 3, p. 173–192, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8643330. Acesso em: 14 abr. 2024.

Resumo

Os instrumentos avaliativos são numerosos; dentre eles, o mapa conceitual é uma das alternativas. Entretanto, cumpre questionar: quais as vantagens e as limitações do mapa conceitual como instrumento avaliativo? Assim, o presente trabalho objetivou delinear e analisar as vantagens e as limitações inerentes ao uso do mapa conceitual como instrumento avaliativo. A pesquisa privilegiou a abordagem qualitativa, na forma do estudo de caso. Desenvolvido durante o primeiro semestre de 2006 com 32 alunas do 3º ano de um curso de Pedagogia de uma universidade pública paranaense, o estudo utilizou questionário, entrevista e observação para a coleta de dados. A análise de conteúdo clássica facultou determinar as aprendizagens decorrentes da vivência, bem como a incidência de diferentes aspectos enunciados como facilitadores ou limitadores na utilização do mapa conceitual como instrumento avaliativo. Estes foram analisados não como antagônicos, mas como facetas de um mesmo fenômeno e, por isso, complementares e interdependentes.

Abstract

There is a great variety of instruments to assess learning. Conceptual maps are questioned in this text, as one of these possibilities. The objectives of this study are to identify and analyze the advantages and limitations inherent to the use of conceptual maps as assessment instruments. In the study, especially the qualitative approach is used in a case study. It was carried out during the first semester of 2006, involving 32 3rd-year students of a pedagogy course at a public university in the state of Paraná. The research was based on a questionnaire, an interview and observation for data collection. The analysis of the material allowed us to determine the actual learning emerging from the experience, as well as the incidence of different aspects which might have facilitated or hindered the use of conceptual maps as assessment instruments. These aspects were analyzed, not as opposites, but as complementary and interdependent facets of the same phenomenon.

Key words:  Learning assessment. Teachers’ formation. Assessment practices. Conceptual map

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