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Espaços de subjetividade e transgressão nas paisagens fílmicas
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Palavras-chave

Cinema. Geografia. Espaço urbano. Subjetividade. Transgressão

Como Citar

COSTA, Maria Helena B. V. Espaços de subjetividade e transgressão nas paisagens fílmicas. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 20, n. 3, p. 109–119, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8643391. Acesso em: 27 maio. 2024.

Resumo

Neste artigo objetiva-se discutir a questão da representação fílmica da paisagem urbana, entendendo que o cinema influencia as relações espaciais a partir da construção de novas formas de percepção do espaço urbano. Ênfase aqui é dada à construção da paisagem urbana considerada sob diferentes perspectivas teóricas, na intenção de discutir sobre a noção geográfica do “palpável” – aquilo que normalmente se conhece pelo “real” –, relacionando-a à premissa da paisagem urbana, como espaço de experiência (em sua concretude), e da paisagem fílmica, como construtora de uma dinâmica da subjetividade. A proposta deste capítulo é também pensar uma “geografia cinemática específica” que surge no contexto de certas experiências urbanas relacionadas às diversas formas de marginalidade e que são associadas à contemporaneidade. Diferença, fragmentação, pluralidade e conflito são partes indissociáveis e intrinsecamente conectadas a uma relação de causa-efeito e que, pelo menos no que se refere ao espaço urbano contemporâneo, estão relacionadas ao processo de marginalização crescente nas grandes metrópoles em todo o mundo. Exemplos tomados da produção cinematográfica brasileira contemporânea servirão aqui como contraponto na reflexão sobre a construção de uma “geografia” em que os mais diferentes formatos de diferenças, fragmentações, pluralidade e conflitos entram em ação no espaço fílmico para representar, em um determinado “formato”, a sociedade urbana contemporânea.

Abstract: This article is aimed-sat discussing filmic representation of urban landscape taking into account the influence of cinema on spatial relations from the creation of new forms of urban space perception. Emphasis will be given to the idea of filmic construction of urban landscape considered in different theoretical frameworks, in order to discuss the notion of concrete geography – which concerns physical reality – in relation to the dynamics that connects experienced and subjective cinematic urban spaces. The approach of this article is also a ‘specific cinematic geography’ which is evident in some urban experiences related to several forms of marginality that are related to the contemporary urban context. Difference, fragmentation, plurality and conflict are indissociable parts of a whole and they are closely interconnected are related to the crescent marginalization process in big cities around the world. Some film examples taken from the Brazilian cinematographic production will be used here to help the thinking about the appearance of a kind of ‘geography’ within which different forms of difference, fragmentation, plurality and conflicts take action in the filmic sphere, to represent the contemporary urban society in a specific way.

Key words: Cinema. Geography. Urban space. Subjectivity. Transgression

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