Banner Portal
O idoso e a sociedade moderna: desafios da gerontologia
PDF

Palavras-chave

Gerontologia. Envelhecimento. Ética. Teoria. Política

Como Citar

RIFIOTIS, Theophilos. O idoso e a sociedade moderna: desafios da gerontologia. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 18, n. 1, p. 137–151, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8643583. Acesso em: 23 jul. 2024.

Resumo

A Gerontologia é um dos saberes voltados ao estudo e à intervenção no campo do envelhecimento, e como tal tem se defrontado com o aumento, a diversificação e a crescente complexidade das demandas sociais, científicas, éticas e políticas. Neste artigo, apresentamos um conjunto de questões com as quais se defrontam os pesquisadores, profissionais e aqueles responsáveis pela elaboração de políticas públicas voltadas para a população idosa. Trata-se de uma leitura crítica da Gerontologia, baseada na identificação e discussão de seus dilemas atuais. Concretamente, o presente texto está organizado em torno de quatro eixos de reflexão: 1) o desafio ético da minoridade; 2) o desafio teóricoideológico; 3) o desafio da indignação e da “judicialização”; e 4) o desafio da rerritualização vital. Entendemos que a reflexão sobre estas questões se inscreve num movimento de sistematização e discussão da herança intelectual da Gerontologia.

Abstract:

Gerontology is one of the fields of knowledge dedicated to the study and intervention in the field of aging. It has been facing a changing and increasing complexity of social, scientific, ethical, and political demands. In this article we present a set of questions that challenge the researchers, professionals, and other subjects responsible for the elaboration of public policies for the elderly population. This study is a critical analysis of gerontology based on the identification and discussion of its current dilemmas. In terms of structure, the present text is organized into four themes for reflection: 1) the ethical challenge of the minority; 2) the theoretical-ideological challenge; 3) the challenge of indignation and “judiciousness”; and 4) the challenge of vital re-ritualization. We understand that reflection about these issues is part of a movement for the systematization and discussion of the intellectual inheritance of gerontology.

Key words: Gerontology. Aging. Ethics. Theory. Politics

PDF

Referências

BOBBIO, N. O tempo da memória. De senectute e outros escritos autobiográficos. Rio de Janeiro, Editora Campus, 1997.

CAPONI, S. N. C. Da compaixão à solidariedade: uma genealogia da assistência médica. Rio de Janeiro, FIOCRUZ, 2000.

CHAUÍ, M. Apresentação. Os trabalhos da memória. In: BOSI, E. Memória e sociedade. Lembranças de velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

CÍCERO. Dialogue sur la vieillesse. Suivit de L’amitié. Paris: Librairie Hachette et Cie, 1928.

CÍCERO. Saber envelhecer. Seguido de Lélio, ou A Amizade. Porto Alegre: L&PM, 1997.

COELHO, P. A velhice deve ser farta de liberdade (republicado de uma “poetisa americana”. Folha de São Paulo, 31/08/94, Ilustrada 5/4.

COHEN, L. Não há velhice na Índia: os usos da gerontologia. Textos didáticos: Antropologia e velhice (IFCH/Unicamp), (13):73-134, março 1994.

DEBERT, G. G.; SIMÕES, J. A. A Aposentadoria e a invenção da “terceira idade”. Textos didáticos IFCH/Unicamp (DEBERT, G.G. (org.) “Antropologia e velhice”) 1(13): 31- 48, março 1994.

ERIKSON, E. H. El ciclo vital completado. México: Paidos Studio, 1990.

GUIMARÃES, A. F. A.; LEAL, L. R. Aposentadoria como ritual de passagem. Estudo da aposentadoria entre trabalhadores da CELESC. Monografia (Curso de Especialização em Gerontologia / UFSC). Florianópolis, 2001.

JUVÊNCIO, F. C.; BAPTISTA, V. As Delegacias de Polícia de Proteção ao Idoso em São Paulo e Campinas. Trabalho apresentado na XX Reunião Brasileira de Antropologia, Salvador, 1995 (mimeo) MEAD, M. Le fossé des générations. Les nouvelles relations entre les générations dans les années 1970. Paris : Denoël/Gothier, 1979.

MORIN, E. Cultura de massa no século XX. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1967.

MUNIZ, J. Os direitos dos outros e outros direitos: um estudo sobre a negociação de conflitos nas DEAMS/RJ. SOARES, L. E. et al. Violência e política no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: ISER/Relume Dumará, 1996, p. 125-163.

POPPER, K. Utopia e violência. In: POPPER, K. Conjecturas e refutações. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1994.

QUEIROZ, R. Conselho aos jovens. O Estado de São Paulo, 2001.

RIFIOTIS, T. A Mídia, o leitor-modelo e a denúncia da violência policial: o caso Favela Naval (Diadema). Revista São Paulo em Perspectiva, 13(4):28-41, 1999.

RIFIOTIS, T. O Ciclo vital completado. A dinâmica dos sistemas etários em sociedades negro-africanas. In: BARROS, M.M.L. Velhice ou terceira idade? RJ: FGV, 1998, p. 85- 110.

RIFIOTIS, T. Grupos etários e conflito de gerações: bases antropológicas para um diálogo interdisciplinar. Revista Política & Trabalho (Mestrado em Ciências Sociais – UFPB) (11):105-123, 1995.

RIFIOTIS, T. As delegacias especiais de proteção à mulher no Brasil e a judiciarização dos conflitos conjugais. Revista Sociedade e Estado, Brasília, 19(1):85-119, 2004.

RIFIOTIS, T. Nos campos da violência: diferença e positividade. Antropologia em Primeira Mão. Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (19):1-18, 1997 RIFIOTIS, T. Aldeias de jovens: a passagem do mundo do parentesco ao universo da política em sociedades banto-falantes. Abordagem socioantropológica da dinâmica dos grupos etários através do estudo da literatura oral. 1994. Tese (Doutorado). São Paulo, USP.

SANTOS, V. R. Práticas policiais nas delegacias de proteção à mulher de Joinville e Florianópolis (SC). 2001. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.

SCHIRRMACHER, F. A Revolução dos idosos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

SOARES, B. M. Mulheres invisíveis. Violência conjugal e novas políticas de segurança. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999.

VERAS, R. P. País jovem com cabelos brancos. Rio de Janeiro: Relume Dumará, UERJ, 1994.

Proposições utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.