o cotidianoe o não-cotidiana na idade pré-escolar

Autores

  • Gisele Toassa Universidade Estadual Paulista

Resumo

De acordo com a teoria do cotidiano, os processos de humanização acontecem nos níveis cotidiano e não-cotidiano de objetivação. com uma diferença: o nível nãocotidiano de humanização requer uma relação intencional com as objetivaçães humanas. Na perspectiva histórico-crítica. o objetivo específico da educação escolar é (deve ser) produzit necessidades não-cotidianas. isto é, relativas às ciências, artes, filosofia, moral (ética) e política. Esta produção seria possível na idade pré-escolar? Quais são os requisitos das atividades não-cOtidianas? Dialogando com a teoria histórico-cultural, os resulcados discutem astênues fronteiras entre atividades cOtidianase não-cotidianas, bem como algumas das máximas possibilidades de desenvolvimento infantil. enfocando criticamente a necessidade de assegurar os direitos das crianças e mudar a relação entre adultos e crianças.

Abstract:

According to the daily-life theory, processes ofhumanization happen in the daily and non-daily levds of objectivation. with a difference betWeen them: the non-daily levei of humanization requires an intentional relationship with the human objectivations. In the historical-critical perspective, the specific aim of school education is (and must be) to produce non-daily needs, that is. needs rdated to science, am. philosophy, moral (ethics) and politics. Would the non-daily need development be possible in pre-school age?What are the requem to non-daily activities? The hisrorical-culrural theory shows the slight borders betWeen daily and non-daily activities, as well as some of the greatest possibilities ot children development, critically tocusing on the need to fight tor the children' s rights and change the child-adult- relationship.

Key words: Humanization. Education ot children. Children's rights. Vygotsky. Heller

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Publicado

2016-03-01

Como Citar

TOASSA, G. o cotidianoe o não-cotidiana na idade pré-escolar. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 16, n. 1, p. 223–240, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8643767. Acesso em: 29 jun. 2022.

Edição

Seção

Artigos