O pensamento plástico das capas de Pro-Posições

Palavras-chave: Pro-posições, Capas de periódicos científicos, Sociologia da arte, História cultural, Pensamento plástico, Pierre Francastel.

Resumo

Este artigo propõe uma leitura das capas da revista Pro-Posições a partir de um caminho metodológico oferecido pela sociologia histórica de arte de Pierre Francastel, com base em seu conceito-chave de pensamento plástico. A análise levou em conta as imagens, as fontes e as cores presentes nas capas, bem como a história social dos agentes envolvidos em sua elaboração, especialmente os artistas plásticos. Como conclusão, percebeu-se que, ao longo do tempo, a revista foi perdendo sua característica visual, atendendo à tendência contemporânea editorial, em que plataformas eletrônicas como a SciELO oferecem um modo padronizado de editar e publicizar informações científicas. Nesse universo on-line, as capas parecem se tornar algo ultrapassado, o que convém ser problematizado. Afinal, faz sentido a noção de capa no mundo do periódico científico digital hoje?

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Biografia do Autor

Anderson Ricardo Trevisan, Universidade Estadual de Campinas

Professor Doutor I (Ciências Sociais na Educação).

           

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Publicado
2019-12-19
Como Citar
Trevisan, A. R. (2019). O pensamento plástico das capas de Pro-Posições. Pro-Posições, 30, 1-26. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8657921
Seção
Dossiê

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