A comunidade científica de Alagoas

um olhar a partir dos seus grupos de pesquisa

Autores

Palavras-chave:

Comunidade científica, Expansão, Ensino superior, Alagoas

Resumo

No contexto da expansão e diversificação do Ensino Superior brasileiro, o presente texto busca aproximar-se de um tema parcamente explorado na literatura nacional: a relação entre a dilatação deste grau de ensino e a construção e o fortalecimento das comunidades científicas nos estados da federação. O caso alagoano é tomado à análise, com vistas a compreender o desenvolvimento de sua comunidade científica nas duas últimas décadas. Trabalhamos, para tanto, com dados compilados e difundidos pelo Diretório de Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com os quais elaboramos uma caracterização capaz de oferecer suporte para a objetivação da prática da pesquisa e da formação de novos pesquisadores. A experiência alagoana expressa, pois, questões nacionais e locais de forma concomitante, de maneira que seu estudo implica um olhar relacional sobre as reconfigurações recentes do desenvolvimento da ciência no país.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Camila Ferreira da Silva, Universidade Federal do Amazonas

Doutorado em Ciências da Educação pela Universidade Nova de Lisboa. Pós-Doutorado pela Universidade Federal de Santa Catarina.  Professora Adjunta na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Amazonas.

 

Rodrigo de Macedo Lopes, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutorado em andamento em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Referências

Afonso, M. R. (2014). O impacto do Reuni na pós-graduação: o caso da Universidade Federal de Pelotas. Revista Eventos Pedagógicos, 5(3), 102-116.

Alves, M. F., & Oliveira, J. F. (2014). Pós-Graduação no Brasil: do Regime Militar aos dias atuais. Revista Brasileira de Política e Administração da Educação, 30(2), 351-376.

Aragão, M. H. M. (2010). Ensino superior na Funesa: contextos e trajetórias (1990-2006). Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Alagoas, Maceió. Avellar, S. O. C. (2014). Migração interna de mestres e doutores no Brasil: algumas considerações. Revista Brasileira de Pós-Graduação, 11(24), 429-457. doi:10.21713/2358- 2332.2014.v11.512

Azevedo, J. (Org.). (1982). Universidade Federal de Alagoas: documentos históricos. Maceió: Ufal.

Bourdieu, P. (2008). Para uma Sociologia da Ciência. Lisboa: Edições 70. Bourdieu, P. (2011). Homo academicus. Florianópolis: Ed. UFSC.

Centro de Gestão e Estudos Estratégicos. (2016). Mestres e doutores 2015: estudos da demografia da base técnico-científica brasileira. Recuperado de https://www.cgee.org.br/documents/10182/734063/Mestres_Doutores_2015_Vs3.p df

Creswell, J. W. (2012). Educational research: planning, conducting and evaluating quantitative and qualitative research (4a ed.). Boston: Pearson Education.

Decreto nº 6.096, de 24 de abril de 2007. (2007, 25 de abril). Institui o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI. Diário Oficial da União, seção 1, 7.

Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil, & Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. (2017). Súmula estatística por UF. Recuperado de http://lattes.cnpq.br/web/dgp/por-uf2

Filardi, A. M. B. (2014). Desenvolvimento do Reuni: crítica à sua implantação e sua relação econômica. Linhas críticas, 20(43), 563-582. doi:10.26512/lc.v20i43.4389

Florêncio, T. M. (2007). A expansão do Ensino Superior privado em Alagoas: um panorama pós-LDB. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Alagoas, Maceió.

Hey, A. P. (2008). Esboço de uma sociologia do campo acadêmico: a Educação Superior no Brasil. São Carlos: EDUFSCar.

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. (2017). Microdados: censo da Eduação Superior: 2016. Recuperado de http://portal.inep.gov.br/web/guest/microdados

Lopes, E. M., & Lobo, D. A. (2016). Características dos grupos de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) cadastrados no Diretório de Grupos de Pesquisa do Brasil (DGP/CNPQ). Biblos, 30(1), 79-101.

Lopes, R. M. (2015). Valorização do Ensino Superior a partir de trajetórias de professores universitários. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Alagoas, Maceió. Martins, C. B. (2000). O Ensino Superior brasileiro nos anos 90. São Paulo em Perspectiva, 14(1), 41-60.

Neves, C. E. B. (2002). A estrutura e o funcionamento do Ensino Superior no Brasil. In M. S. A. Soares (Coord.), A Educação Superior no Brasil (pp. 39-112). Porto Alegre: Unesco.

Neves, C. E. B. (2003). Diversificação do sistema de educação terciária: um desafio para o Brasil. Tempo Social, 15(1), 21-44. doi:10.1590/S0103-20702003000100002

O que é o Reuni. (2010). Reuni: Reestruturação e Expansão das Universidades Federais. Recuperado de http://reuni.mec.gov.br/o-que-e-o-reuni

Oliveira, A., & Silva, C. F. (2014). Mapeando a Sociologia da Educação no Brasil: análise de um campo em construção. Atos de Pesquisa em Educação, 9(2), 289-315. doi:10.7867/1809- 0354.2014v9n2p289-315

Pacheco, E. M., Caldas, L., & Domingos Sobrinho, M. D. (2012). Institutos federais de educação, ciência e tecnologia: limites e possibilidades. In E. M. Pacheco, & V. Morigi (Orgs.). Ensino técnico, formação profissional e cidadania: a revolução da educação profissional e tecnológica no Brasil (pp. 15-31). Porto Alegre: Tekne.

Rapini, M. S. (2007). O diretório dos grupos de pesquisa do CNPq e a interação universidadeempresa no Brasil: uma proposta metodológica de investigação. Revista de Economia Contemporânea, 11(1), 99-117. doi:10.1590/S1415-98482007000100004

Severino, A. J. (2008). O Ensino Superior brasileiro: configurações e velhos desafios. Educar, (31), 73-89. doi:10.1590/S0104-40602008000100006

Silva, C. F. (2017). (Ciências da) Educação no Brasil e em Portugal: autonomização dos espaços acadêmicos específicos. Tese de Doutorado, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa.

Silva, J. R., Jr., & Sguissardi, V. (2001). Novas faces da Educação Superior no Brasil: reforma do Estado e mudanças na produção (2a ed.). São Paulo: Cortez.

Soczec, D., & Alencastro, M. (2012). Pesquisa acadêmica em instituições de Ensino Superior particulares: desafios e perspectivas. Revista Intersaberes, 7(13), 46-66.

Sousa, S. B. (2010). A ‘comunidade académica’ como um conceito errático. Sociologia: Revista do Departamento de Sociologia da FLUP, 20, 149-166.

Velloso, J. (2004). Mestres e doutores no país: destinos profissionais e políticas de pósgraduação. Cadernos de Pesquisa, 34(123), 583-611. doi:10.1590/S0100- 15742004000300005

Verçosa, E. G. (1997). História do ensino superior em Alagoas: verso e reverso. Maceió: Edufal.

Verçosa, E. G., & Cavalcante, S. (Orgs.). (2011). Universidade Federal de Alagoas: o livro dos 50 anos. Maceió: Edufal.

Zago, N. (2006). Do acesso à permanência no Ensino Superior: percursos de estudantes universitários de camadas populares. Revista Brasileira de Educação, 11(32), 226-237. doi:10.1590/S1413-24782006000200003

Publicado

2020-04-22

Como Citar

SILVA, C. F. da .; LOPES, R. de M. A comunidade científica de Alagoas: um olhar a partir dos seus grupos de pesquisa. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 31, p. e20180086, 2020. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8660745. Acesso em: 25 set. 2021.

Edição

Seção

Artigos

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)