Microscopias biotextuais em aula

proposições perecquianas

Autores

Palavras-chave:

Georges Perec, Sala de aula, Leitura

Resumo

Propõe-se pensar a sala de aula como um espaço de convívio e estudo que vive em frequente tensão. A sala de aula é prefigurada como um espaço de ação que insiste como uma prática cotidiana, mas, por ser habitual, acaba sendo um lugar disposto a dispersão. Nossa intenção é afirmar essa dispersão — no uso desse espaço — como uma abertura para as interrupções e, com isso, provocar que as leituras curriculares possam se tornar agentes da invenção de um biotetexto, pessoal e coletivo, que se tece hipertextualmente. Para isso, apresentamos a poética de Georges Perec como uma maneira de utilizar a sala de aula.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Máximo Daniel Lamela Adó, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Professor pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul na Faculdade de Educação – FACED do Departamento de Ensino e Currículo, Porto Alegre, RS, Brasil.

Referências

Adó, M. D., & Corazza, S. M. (2015). A escrita sociográfica como didática transcriadora e produtora de presença. ETD – Educação Temática Digital, 17(2), 271-288.

Bahiense, V. (1996). Georges Perec: pedaços da cena contemporânea. Travessia, (32), 72-78.

Barthes, R. (1994). Escribir la lectura. In R. Barthes, El susurro del lenguaje: Más allá de la palabra y la escritura (pp.35-38). Barcelona – Buenos Aires – México: Paidós.

Calvino, I. (1995). Seis propuestas para el próximo milenio Madrid: Siruela.

Compagnon, A. (2007). O trabalho da citação Belo Horizonte, MG: UFMG.

Conte, R. (1992). La increíble aventura literaria de Georges Perec. Anthropos Revista de Documentación Científica de La Cultura. Georges Perec, una teoría potencial de la escritura, de la configuración del mundo. Literatura y vida., Madrid, n. 134-135, p. 129.

Corazza, S. M. (2008). Os cantos de Fouror: Escrileitura em filosofia-educação Porto Alegre, RS: Sulina.

Corazza, S. M. (2013). O que se transcria em educação? Porto Alegre, RS: UFRGS/DOISA.

Deleuze, G., & Parnet, C. (1995). Diálogos São Paulo, SP: Escuta.

Ferreira J., Bahia L., & Checluski S. (2019). Sobre escrita, delírios e sensibilidades: Entrevista com Raúl Antelo [Interview]. Disponível em: https://interartive.org/2014/04/entrevista-raul_antelo

Guattari, F. (2013). Líneas de fuga: Por otro mundo de posibles Buenos Aires: Cactus.

Joly, J. L. (2011). La “novelas” del artista contemporáneo. In Fundación Luis Seoane (Coruña), Pere(t)c: tentativa de inventario (pp.53-54). Madrid: Maia.

Magné, B. (1992). El autobiotexto perecquiano. Anthropos: Boletín de información y documentación, (134-135), 67-81.

van Montfrans, M. (1999). Georges Perec: La contrainte du réel Amsterdam: Rodopi.

Munhoz, A. V., & Adó, M. D. (2017). Criação poética e currículo da diferença. Pro-Posições, 28(Supl.1), 147-159.

Perec, G. (1974). Espèces d’espaces Paris: Denoël.

Perec, G. (1994). La Vie mode d’emploi Paris: Hachette.

Perec, G. (2010). Lo infraordinario Madrid: Impedimenta.

Piglia, R. (2004). Formas breves São Paulo, SP: Companhia das Letras.

Piglia, R. (2015). Los diarios de Emilio Renzi: Años de formación Barcelona: Anagrama.

Rocha, J. C. (2017). ¿Culturas shakespearianas?: teoría mimética y América Latina México: ITESO.

Rolnik, S., & Guattari, F. (1995). Micropolíticas: Cartografias do desejo Petrópolis, RJ: Vozes.

Valéry, P. (1956). Variations sur les bucoliques Paris: Gallimard.

Valéry, P. (1991). Primeira aula do curso de poética. In P. Valéry, Variedades (pp.187-200). São Paulo, SP: Iluminuras.

Valéry, P. (1998). Introdução ao Método de Leonardo Da Vinci São Paulo, SP: 34.

Publicado

2022-06-17

Como Citar

LAMELA ADÓ, M. D. . Microscopias biotextuais em aula: proposições perecquianas. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 33, p. e20200056E, 2022. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8670510. Acesso em: 2 dez. 2022.