Banner Portal
A potência da narrativa no desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista
REMOTO
REMOTO (Inglês)

Palavras-chave

Teoria sócio-histórico-cultural
Autismo
Narração
Imaginação

Como Citar

FREITAS, Ana Paula de; SILVA, Daniele Nunes Henrique. A potência da narrativa no desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 36, p. e2025c0301BR, 2025. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8680798. Acesso em: 8 maio. 2026.

Resumo

Este texto focaliza a relação entre narrar e imaginar no desenvolvimento das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) à luz da teoria histórico-cultural. A pesquisa analisa narrativas de uma criança com TEA construídas em encontros remotos entre criança e pesquisadora durante a pandemia. Os dados foram analisados em consonância com os princípios da análise microgenética. Os resultados indicam que narrar, atividade de linguagem, potencializa o desenvolvimento da criança: imaginação, emoção, vontade, formação de conceito se entrelaçam na dinâmica sistêmica do psiquismo, o que é fundamental para futuras investigações no campo da Psicologia e da Educação.

REMOTO
REMOTO (Inglês)

Referências

American Psychiatric Association. (2014). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5th ed.). Artmed.

Camargo, E. A. A. (2011). O gênero narrativo na linguagem de crianças com alterações neurológicas. Revista Estudos Linguísticos, 40(2), 917-928. https://revistadogel.emnuvens.com.br/estudos-linguisticos/article/view/1350

Costa, M. T. M. de S. (2018). A unidade corpo-mente nas atividades criadoras de brincar, narrar e desenhar das crianças cegas ou com baixa visão [Tese de Doutorado]. Universidade de Brasília.

Cunha, A. C. H. (2023). Inclusão das crianças com autismo: perspectivas sobre uma intervenção na escola. Práxis Educacional, 19(50), 1-22. http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2178-26792023000100132

Dickel, A., & Sartori, F. (2020). A narrativa na educação infantil: a mobilização de funções psicológicas superiores em situações de interação discursiva. Acta Sci. Educ, 42(1), 1-12. https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciEduc/article/view/45516

Ferreira Neto, D. V. F. (2017). Noção de Experiência em “O Narrador” de Walter Benjamin [Trabalho de Conclusão de Curso]. Universidade Federal Fluminense.

François, F. (2009). Crianças e Narrativas: maneiras de sentir, maneiras de dizer Humanitas.

Freitas, A. P. de (2002). A produção narrativa em casos de Síndrome de Down: um estudo da dinâmica interativa entre educadores e pares. In C. B. F. Lacerda & I. Panhoca (Orgs.), Tempo de Fonoaudiologia, v. III (pp. 55-72). Cabral.

Freitas, A. P. de. (2019). A narrativa (auto)biográfica como meio/modo de elaboração de conhecimento de alunas de pedagogia no contexto da educação inclusiva. In M. E. M. (Org.). Narrativas e Psicologia da Educação: pesquisa e formação (pp. 43-66). Terracota.

Góes, M. C. R. de. (2000). A abordagem microgenética na matriz histórico-cultural: uma perspectiva para o estudo da constituição da subjetividade. Caderno Cedes, 50, 9-25.

Iandolo, G., López-Florit, L., Venuti, P., Neoh, M. J.Y., Bornstein, M. H., & Esposito, G. (2020). Story contents and intensity of the anxious symptomatology in children and adolescents with Autism Spectrum Disorder. International Journal of Adolescence and Youth, 25(1), 725-740. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32284668/

Iltchenco, A. C., & Ribas, L. P. (2022). Características interacionais do brincar em crianças com suspeita do Transtorno do Espectro Autista. Distúrbios da Comunicação, 34(1), 1-13. https://revistas.pucsp.br/index.php/dic/article/view/52065

Lani-Bayle, M. (2018). L’histoire de la recherche avec les enfants: Vers une clinique narrative dialogique. In M. da C. Passeggi et al. (Orgs.), Pesquisa (auto)biográfica em educação: Infâncias e adolescências em espaços escolares e não escolares (pp. 73-90). EDUFRN. https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/25263

Machado, A. M. (2011). Menina bonita do laço de fita (9ª ed.). Ática.

Martins, A. D. F. (2009). Crianças autistas em situação de brincadeira: Apontamentos para as práticas educativas [Dissertação de Mestrado]. Universidade Metodista de Piracicaba.

Martins, A. D. F., & Góes, M. C. R. (2013). Um estudo sobre o brincar de crianças autistas na perspectiva histórico-cultural. Psicologia Escolar e Educacional, 17(1), 25-34. https://www.scielo.br/j/pee/a/hMJvcvcYrDmJ4Pcg9C9Kqqp/

Novaes, D., & Freitas, A. P. de (2024). A constituição da criança com autismo: diagnóstico e suas implicações. Revista da Associação Brasileira de Psicopedagogia, 41(124). https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84862024000100021

Oliveira, I. M., & Victor, S. L. (2018). A criança com autismo na brinquedoteca: percursos de interação e linguagem. Revista de Educação Especial, 31(62), 651-664 https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/29281

Passeggi, M. da C., Nascimento, G., & Rodrigues, S. (2018). Narrativas de crianças sobre a escola: desafios das análises. Revista Lusófona de Educação, 40(40), 155-169. https://revistas.ulusofona.pt/index.php/rleducacao/article/view/6440

Pereira, D. N. G. (2022). Por entre olhares, o humano: processos de constituição de uma criança (com autismo) no segundo ano do Ensino Fundamental [Tese de Doutorado]. Universidade São Francisco.

Ribas, L. M. (2021). O processo criador da criança com autismo em espaços brincantes: Imaginação-Emoção e o coletivo [Dissertação de Mestrado]. Universidade de Brasília.

Sarmento, T., & Oliveira, M. (2020). Investigar com as crianças: das narrativas à construção de conhecimento sobre si e sobre o outro. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica, 5(15), 1121-1135. https://www.revistas.uneb.br/index.php/rbpab/article/view/8289

Sawaia, B. B.; Silva, D. N. H. (2015). Pelo reencantamento da Psicologia: em busca da positividade epistemológica da imaginação e da emoção no desenvolvimento humano. Cadernos CEDES, 35, 343-360. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101- 32622015000400343&lng=en&nrm=iso

Schlindwein, L. M., Milléo, O., & Pinheiro, J. C. (2024). A defectologia de Vigotski e os diagnósticos de TEA na escola. Rev. Psicopedagogia, 41(124), 124-132. https://cdn.publisher.gn1.link/revistapsicopedagogia.com.br/pdf/v41n124a12.pdf

Silva, D. N. H. (2002). Como brincam as crianças surdas Plexus.

Silva, M. A. da. (2017). O brincar de faz de conta da criança com autismo: um estudo a partir da perspectiva histórico-cultural [Dissertação de Mestrado, Universidade de Brasília]

Smolka, A. L. B. (2009). Comentários. In L. S. Vigotski, Imaginação e criação na infância Ática.

Vigotski, L. S. (2001). A construção do pensamento e da linguagem Martins Fontes

Vigotski, L. S. (2009). Imaginação e criação na infância Ática.

Vigotski, L. S. (2018). 7 Aulas de L. S. Vigotski: sobre os fundamentos da pedologia E-papers.

Vigotski, L. S. (2021). Problemas da defectologia. Expressão Popular.

Yuko, P. J. (2016). O menino-pêssego FTD.

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

Copyright (c) 2025 Pro-Posições

Downloads

Download data is not yet available.