A arqueologia entre o jogo acadêmico e a desesperança

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rap.v17i00.8663907

Palavras-chave:

Arqueologia brasileira, Comunidade arqueológica, Perfil profissional, Políticas acadêmicas

Resumo

Partindo de um incômodo pessoal construímos o presente texto procurando refletir sobre as redes acadêmicas operadas nos cursos de Arqueologia em universidades públicas brasileiras. Acessando os sites dos departamentos e programas de pós-graduação em Arqueologia e/ou Antropologia (com concentração em Arqueologia) e a Plataforma Sucupira, coletamos informações sobre docentes titulares e suas respectivas instituições de formação (mestrado e/ou doutorado). Foi possível vislumbrar tendências de “vínculos” entre programas e departamentos específicos, cujos números evidenciam sistemáticas desigualdades e hierarquias, que em nossa análise, podem ser explicadas por influências de instituições tradicionais de formação, bem como redes acionadas por relações docentes de elevado prestígio acadêmico. Contextualizamos tais dados considerando aspectos de gênero, étnicos, de classe e geopolíticos, e acreditamos que podem contribuir para um debate amplo que deve ser feito sobre reprodução de desigualdades nos espaços institucionalizados da prática arqueológica no caso brasileiro.

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Biografia do Autor

Jaqueline Gomes, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG - Brasil.

Lara de Paula Passos, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutoranda em Antropologia com área de concentração em Arqueologia pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG - Brasil.

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Publicado

2022-01-31

Como Citar

GOMES, J.; PASSOS, L. de P. A arqueologia entre o jogo acadêmico e a desesperança. Revista Arqueologia Pública, Campinas, SP, v. 17, n. 00, p. e022004, 2022. DOI: 10.20396/rap.v17i00.8663907. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rap/article/view/8663907. Acesso em: 2 fev. 2023.