Subjetividade e transcendência no último “O crepúsculo do entardecer”

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/remate.v42i1.8670115

Palavras-chave:

Charles Baudelaire, Subjetividade, Transcendência, Spleen de Paris

Resumo

Este artigo revela, por meio da análise detalhada da versão final do poema em prosa “Crépuscule du soir” de Charles Baudelaire, que a força do poema reside no fato de depender de um modelo de poesia que o reduz ao nível da mercadoria ao mesmo tempo que transcende esse mesmo modelo. “Le Crépuscule du soir” constrói uma poesia dissonante não para rejeitar inteiramente o empreendimento poético, mas para revelar nele um potencial que sempre esteve presente, mas oculto na poesia das gerações anteriores a Baudelaire.

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Biografia do Autor

Joseph Acquisto, Universidade de Vermont

Professor Associado de Francês na Universidade de Vermont.

Francine Fernandes Weiss Ricieri , Universidade Federal de São Paulo

Doutorado em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas. Professora da Universidade Federal de São Paulo.

Maria Lúcia Dias Mendes, Universidade Federal de São Paulo

Doutorado em Letras pela Universidade de São Paulo. Professora da Universidade Federal de São Paulo.

Referências

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Publicado

2022-08-23

Como Citar

ACQUISTO, J.; RICIERI , F. F. W. .; MENDES, M. L. D. . Subjetividade e transcendência no último “O crepúsculo do entardecer”. Remate de Males, Campinas, SP, v. 42, n. 1, p. 5–18, 2022. DOI: 10.20396/remate.v42i1.8670115. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670115. Acesso em: 2 out. 2022.