Os três “relógios” (1857-1862)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/remate.v42i1.8670116

Palavras-chave:

Poema em prosa, Ironia, Lirismo, Genética textual

Resumo

Neste artigo, comparo as três versões do poema em prosa “L’Horloge”, com o objetivo de melhor compreender as correções feitas por Charles Baudelaire entre 1857 e 1862. Aponto que elas expressam uma crescente ironia e uma rejeição ao lirismo, uma mudança que pode ser explicada pela evolução do projeto do Spleen de Paris, e pela concepção de escrita e poesia que teve o “último Baudelaire”.

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Biografia do Autor

Jean-Michel Gouvard, Universidade de Bordeaux Montaigne

Professor no Instituto de Pesquisa de Línguas Modernas pela Universidade de Bordeaux Montaigne. 

Francine Fernandes Weiss Ricieri , Universidade Federal de São Paulo

Doutorado em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas. Professora na Universidade Federal de São Paulo.

Maria Lúcia Dias Mendes , Universidade Federal de São Paulo

Doutorado em Letras pela Universidade de São Paulo. Professora na Universidade Federal de São Paulo.

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Publicado

2022-08-22

Como Citar

GOUVARD, J.-M.; RICIERI , F. F. W.; MENDES , M. L. D. . Os três “relógios” (1857-1862). Remate de Males, Campinas, SP, v. 42, n. 1, p. 57–72, 2022. DOI: 10.20396/remate.v42i1.8670116. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8670116. Acesso em: 2 out. 2022.