Meu/nosso corpo estranho, o que temos é dele/nele que somos

cultura, bios, educação

Palavras-chave: Corpo estranho, Escola, Cultura.

Resumo

Construo esta pesquisa para dar visibilidade ao corpo estranho como produtor de arte, cultura e conhecimentos, quando esse encontra sua casa, o “seu corpo” (Bertherat, 2010), na escola. Esta se desenvolve epistemologicamente em Arte-educação descolonial a partir da condição na qual sempre fui colocado, de corpo estranho, por ser imperfeito ao modelo de corpo colonial imposto no ocidente, sempre em relação a um Outro. Continuamente, por isso, vivo sendo posto na categoria de “Ser menos”, na cultura, na vida, no aprendizado, como outros tantos corpos estranhos também vivem: ocupando o fundo da cena para deixar a coreografia em dança bonita ou as apresentações teatrais ou musicais harmônicas.

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Biografia do Autor

Juliano Ribeiro Faria, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Graduado em Artes Cênicas e Aluno Especial no Programa de Mestrado Profissional em Educação na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul.

Marcos Antônio Bessa-Oliveira, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Professor do Curso de Artes Cênicas e do Programa de Mestrado Profissional em Educação da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. 

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Publicado
2019-09-09
Como Citar
Faria, J. R., & Bessa-Oliveira, M. A. (2019). Meu/nosso corpo estranho, o que temos é dele/nele que somos. Filosofia E Educação, 11(1), 5 - 35. https://doi.org/10.20396/rfe.v11i1.8655077