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A mudança das categorias de espaço e tempo nas sociedades complexas e suas implicações no processo formativo na educação superior
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Palavras-chave

Educação superior. Tempo e espaço. Formação. Sociedades complexas.

Como Citar

TREVISOL, M. G.; FÁVERO, A. A. A mudança das categorias de espaço e tempo nas sociedades complexas e suas implicações no processo formativo na educação superior. Revista Internacional de Educação Superior, Campinas, SP, v. 4, n. 3, p. 648–663, 2018. DOI: 10.20396/riesup.v4i3.8652319. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/riesup/article/view/8652319. Acesso em: 21 fev. 2024.

Resumo

O presente artigo pretende discutir como as mudanças das categorias de espaço e tempo nas sociedades complexas tem influenciado nos processos formativos na educação superior. A sociedade moderna, sobretudo, nas últimas décadas se caracterizou por intensas e rápidas mudanças no campo da tecnologia que originaram e transformaram as instituições sociais, a vida e a subjetividade. As mudanças das categorias do tempo e espaço são uma das marcas das sociedades complexas, as quais favorecem a consolidação de um modelo produtivo e uma organização social que primam pela rapidez, produtividade, eficiência e flexibilidade. Neste contexto, quais as influências e implicações deste processo para a Educação Superior? Esta questão é norteadora da pesquisa que possui como objetivo compreender como as mudanças do espaço e do tempo nas sociedades complexas tem motivado a estruturação de novas propostas de organização do processo educativo superior. Metodologicamente trata-se de uma pesquisa exploratória de cunho teórico-bibliográfico que conversa com os autores Giddens, Sennett, Ricardo Antunes e Martha Nussbaum. Estes pesquisadores discutem a problemática contemporânea no âmbito da caraterização sócio históricos das sociedades complexas a partir de suas instituições (socialização indivíduo/sociedade) e da morfologia do trabalho. Assim, a mudança das categorias espaço e tempo nas sociedades complexas vêm influenciando na organização da educação superior ao introduzir uma lógica produtivista - mercadológica da flexibilização e da redução do tempo formativo. Neste panorama, a universidade é convidada a pensar e definir não somente o seu papel, mas sua missão frente ao discurso homogeneizador do mercado neoliberal.
https://doi.org/10.20396/riesup.v4i3.8652319
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Referências

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