Banner Portal
A obsessão pela excelência: universidades de classe mundial no Brasil?
PORTUGUÊS
ENGLISH

Arquivos suplementares

Declaração de Originalidade

Palavras-chave

Universidade de classe mundial. Excelência em educação. Educação superior.

Como Citar

THIENGO, Lara Carlette; BIANCHETTI, Lucídio; DE MARI, Cezar Luiz. A obsessão pela excelência: universidades de classe mundial no Brasil?. Revista Internacional de Educação Superior, Campinas, SP, v. 4, n. 3, p. 716–745, 2018. DOI: 10.20396/riesup.v4i3.8652528. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/riesup/article/view/8652528. Acesso em: 23 maio. 2024.

Resumo

Neste artigo, que é parte de tese de doutorado, analisa-se a aproximação/convergência da educação superior brasileira à ‘tendência global World Class University’ ou Universidade de Excelência/de Classe Mundial a partir do delineamento das políticas, programas e dos Planos de Desenvolvimento Institucionais (PDIs) das Instituições de Educação Superior (IES), a partir da década de 2000. Desse modo, algumas questões que norteiam a discussão empreendida, para além da que intitula este artigo, são: o Brasil, via suas IES ou algumas delas, está na ‘corrida’ para alcançar o status de excelência ou de classe mundial na esteira dessa tendência global? Para que ou para onde indica este movimento? Quais universidades afirmam enquadrar-se nesse modelo? No intuito de responder a estas questões, em termos metodológicos, lançou-se mão do levantamento de bibliografia e dados, bem como utilizou-se a análise documental, considerando a compreensão da totalidade histórica e social, com seus condicionantes estruturais e conjunturais. Conclui-se, em linhas gerais que, se por um lado a mercadorização da educação superior atinge níveis exponenciais, com a concentração das IES privadas nas mãos de grupos financeiros nacionais e internacionais, as iniciativas em direção à promoção do status de ‘Classe Mundial’, especialmente no âmbito da internacionalização e indução de áreas estratégicas, demonstram que o país também está inscrito na ‘corrida para a excelência’. 

https://doi.org/10.20396/riesup.v4i3.8652528
PORTUGUÊS
ENGLISH

Referências

BARREYRO, G. B.; ROTHEN, J. C. “Sinaes” contraditórios: considerações sobre a elaboração e a implantação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior. Educação & Sociedade, Campinas, v. 27, n. 96 – Especial, p. 955-977, out. 2006.

BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 20 dezembro de 1996, p. 27833. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em: dez. 2015.

BRASIL. Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI). Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Livro branco: ciência, tecnologia e inovação. Brasília: MCTI, 2002. Acesso em: http://www.cgee.org.br/arquivos/livro_branco_cti.pdf Acesso em: 22 mai. 2017.

BRASIL. Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI). Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Livro Azul: 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável. Brasília: MCT/CGEE, 2010.

BRASIL. Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI). Ministério da Educação (MEC). Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Ciências sem Fronteiras. Brasília, 2011. Disponível em: http://www.CAPES.gov.br/images/stories/download/Ciencia-sem-Fronteiras_DocumentoCompleto_julho2011.pdf. Acesso em: 15 jun. 2017.

BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG 2011-2020). Documentos setoriais, v. 2. Brasília: Capes, 2010. Disponível em: https://www.capes.gov.br/images/stories/download/PNPG_Miolo_V2.pdf. Acesso em: 22 mai. 2017.

BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Ministério da Educação. Painel de controle ciencias sem fronteiras. Brasília, 2017. Disponível em: http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/painel-de-controle. Acesso em: 5 ago. 2017.

BÍBLIA. N. T. Mateus. In: BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Petrópolis: Vozes, 1990.

CATANI, A. M.; OLIVEIRA; J. F.; MICHELOTTO, R. M. As políticas de expansão da educação superior no Brasil e a produção do conhecimento. Série-Estudos – Periódico do Programa de Pós-Graduação em Educação da UCDB, Campo Grande/MS, n. 30, p. 267-281, jul./dez. 2010.

CHAUÍ, M. Escritos sobre a universidade. São Paulo: Unesp, 2001.ISBN:85-7139-327-3.

CHAUÍ, M. A universidade pública sob nova perspectiva. Rev. Bras. Educ., Rio de Janeiro, n. 24, p. 5-15, dez. 2003.

LIMA, K. R. S. O Banco Mundial e a educação superior brasileira na primeira década do novo século. Revista Katálysis, Florianópolis, v. 14, n. 1, p. 86-94, jan./jun. 2011.

MANCEBO, D.; VALE, A. R.; MARTINS, B. M. Políticas de expansão da educação superior no Brasil 1995-2010. Revista Brasileira de Educação, v. 20 n. 60, p. 31-50, jan./mar. 2015.

MOROSINI, M. Internacionalização na produção de conhecimento em IES brasileiras: cooperação internacional tradicional e cooperação internacional horizontal. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 27, n. 1, p. 99-112, abr. 2011.

NEVES, L. M. W; PRONKO, M. A. O mercado do conhecimento e o conhecimento para o mercado: da formação para o trabalho complexo no Brasil contemporâneo Rio de Janeiro: EPSJV, 2008. 204 p.

RIBEIRO, D. B. As universidades brasileiras e a indução estratégica da pesquisa: o comprometimento da autonomia científica. 2016. 235 p. Tese (Doutorado em Política Social) – Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2016.

SALMI, J. Formas exitosas de gobierno universitario en el mundo. Estudios CYD, Barcelona, Espanha, mar. 2013. 42 p. Disponível em: http://www.fundacioncyd.org/images/documentosCyd/EstudiosCYD3.pdf. Acesso em: 15 set. 2016.

SEKI, A. K. O capital e as Universidades Federais no governo Lula: o que querem os industriais? 2014. 169f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2014.

SGUISSARDI, V. Universidade no Brasil: dos modelos clássicos aos de ocasião? In: MOROSINI, M. (Org.). A Universidade no Brasil: Concepções e Modelos. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, p. 353-370, 2006.

SILVA JÚNIOR, J. R. A racionalidade mercantil da pós-graduação. A produção da ciência pragmática e do individualismo profissional. In: QUARTIERO, E. M. BIANCHETTI, L. (Org.) Educação corporativa: mundo do trabalho e do conhecimento: aproximações. São Paulo: Cortez, p. 288-312, 2005.

SILVA JÚNIOR, J. R. The new Brazillian university. A busca de resultados comercializáveis: para quem? Bauru: Canal 5, 2017.

SILVA JÚNIOR, J. R.; KATO, F. B. G. A política de internacionalização da Educação Superior no plano nacional de pós-graduação (2011-2020). Revista Internacional de Educação Superior, Campinas, v. 2, n. 1, p. 138-151, jan./abr. 2016.

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA. Plano de Desenvolvimento Institucional 2014-2017. Brasília, 2014. Disponível em: http://unb2.unb.br/noticias/downloads/PDI.2014-2017.pdf/. Acesso em: 10 dez. 2016.

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Plano de Desenvolvimento Institucional 2012-2017. São Paulo, 2011. Disponível em: http://caf.fflch.usp.br/sites/caf.fflch.usp.br/files/arquivos/pdi-versao23.11.2011.pdf. Acesso em: 10 dez. 2016.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Planejamento Estratégico 2016-2020. Campinas, 2016. Disponível em: http://www.prdu.unicamp.br/areas2/planes/planes/arquivos/planes-2016-2020. Acesso em: 10 dez. 2016.

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Plano de Desenvolvimento Institucional 2015-2019. São Paulo, 2015. Disponível em: http://unesp.br/ape/mostra_arq_multi.php?arquivo=4936. Acesso em: 10 dez. 2016.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Plano de Desenvolvimento Institucional 2013-2017. Belo Horizonte, 2013. Disponível em: https://www.ufmg.br/conheca/pdi_ufmg.pdf. Acesso em: 10 dez. 2016.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Plano de Desenvolvimento Institucional 2015-2019. Florianópolis, 2015. Disponível em: http://pdi.ufsc.br/pdi-2015-2019/. Acesso em: 10 dez. 2016.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO. Plano de Desenvolvimento Institucional 2016-2020. 2016. Disponível em: https://www.unifesp.br/world/images/arquivos/PDI_2016-2020.pdf. Acesso em: 10 dez. 2016.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC. Plano de Desenvolvimento Institucional 2012-2022. São Paulo, 2012. Disponível em: http://pdi.ufabc.edu.br/. Acesso em: 10 dez. 2016.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Plano de Desenvolvimento Institucional 2016-2026. 2016. Porto Alegre, 2016. Disponível em: http://www.ufrgs.br/pdi/PDI_2016a2026_UFRGS.pdf. Acesso em: 10 dez. 2016.

Revista Internacional de Educação Superior utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.