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Crítica as “medições” em educação à luz da teoria das capacidades: a meritocracia que reforça a desigualdade
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Palavras-chave

Meritocracia
Desigualdade
Teoria das capacidades
Avaliação

Metrica

Como Citar

FÁVERO, Altair Alberto; OLIVEIRA, Julia Costa; FARIA, Thalia Leite de. Crítica as “medições” em educação à luz da teoria das capacidades: a meritocracia que reforça a desigualdade. Revista Internacional de Educação Superior, Campinas, SP, v. 8, n. 00, p. e022024, 2022. DOI: 10.20396/riesup.v8i00.8665579. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/riesup/article/view/8665579. Acesso em: 11 maio. 2026.

Resumo

Este estudo tem como objetivo analisar como a ideia de meritocracia na educação acaba reforçando a desigualdade na medida em que opta por critérios de avaliação limitados. Trata-se de uma pesquisa exploratória de caráter hermenêutico e teórico-bibliográfico ancorado nos escritos de Nussbaum (2012; 2014; 2015), Bachelard (1996), Dubet (2004), entre outros autores. Busca responder à seguinte questão: por que processos avaliativos educacionais baseados em medições e meritocracia acabam justificando a desigualdade e promovendo a injustiça social? Os resultados expõem que as avaliações baseadas em critérios meritocráticos não são capazes de medir todas as esferas da vida, tornando-se limitados ao propor o que as pessoas são capazes de ser e fazer. Tendo em vista a necessidade de se criar uma escola democrática e justa, conclui-se que a teoria das capacidades são um meio de buscar a individualidade e habilidades dos sujeitos, agregando na apreensão de conhecimento e na auto reflexão.

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