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Adentrando uma moradia estudantil feminina
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Palavras-chave

Moradia estudantil
Assistência estudantil
Universidade pública
Paulo Freire

Como Citar

RODRIGUES, E. de S. S. .; RAMOS, B. S. da S. . Adentrando uma moradia estudantil feminina : opressão e desumanização no contexto de estudantes pobres. Revista Internacional de Educação Superior, Campinas, SP, v. 9, n. 00, p. e023014, 2022. DOI: 10.20396/riesup.v9i00.8665690. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/riesup/article/view/8665690. Acesso em: 29 fev. 2024.

Resumo

A permanência de estudantes oriundos de camadas populares em universidades públicas é uma temática de discussão emergente e em constante reivindicação ao longo da história do Brasil. As moradias estudantis, espaços destinados para a habitação de estudantes beneficiados por assistência estudantil nas universidades, constam dentre as ações de políticas públicas de permanência do estudante pobre no ensino superior.  No entanto, a identificação do perfil e a escuta ativa das vozes dos estudantes-habitantes destas moradias estudantis parece ser ainda uma extensa lacuna nas pesquisas em Ciências Humanas. Neste sentido, o presente artigo se constitui como fruto de uma investigação que objetivou construir uma compreensão acerca dos modos de vida de estudantes em uma moradia estudantil de uma universidade do interior de Minas Gerais. Por meio de uma pesquisa participante, imergimos no cotidiano de uma moradia feminina e debruçamo-nos na vivência de quatro estudantes-moradoras que nos relataram seu cotidiano, tendo em vista um olhar crítico para a realidade de sujeitos advindos de camadas populares em suas trajetórias universitárias. Com fundamento no referencial teórico freireano, enfocamos, no presente artigo, as temáticas desveladas no processo de observação participante e de entrevistas realizadas com as moradoras:  o racismo, o machismo e a fome. Em meio à busca pela resistência no espaço universitário, as estudantes denunciam a a desumanização a que são submetidas em seu cotidiano e expõem a exigência ético-política radical de nossas universidades na garantia de proteção a discentes vulneráveis que buscam, no ensino superior, oportunidades de mudança em suas realidades opressivas.

https://doi.org/10.20396/riesup.v9i00.8665690
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