Editorial: Urbanistas e Urbanismo no Brasil

  • Rodrigo Santos de Faria Universidade Estadual de Campinas
  • Josianne Francia Cerasoli Universidade Estadual de Campinas
Palavras-chave: Editorial

Resumo

O interesse no estudo dos profissionais passa fundamentalmente pela possibilidade de compreensão dos processos de circulação das ideias urbanísticas e sobre os problemas e desafios urbanos de um modo geral. Foram (e são) essas ideias que estruturaram (estruturam) os debates sobre melhoramentos urbanos e planos urbanísticos, planos diretores, planos regionais, o desenvolvimento social-urbano a construção-institucionalização do urbanismo no Brasil, especialmente a institucionalização do campo disciplinar do urbanismo como prática profissional de atuação nas administrações municipais para soluções dos “problemas urbanos”: neste caso especialmente pela atuação de engenheiros e urbanistas. Ao mesmo tempo, essas mesmas ideias têm papel importante, mesmo fora do campo dos especialistas, ao instruir paulatinamente as formas de apreensão e entendimento do urbano.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Rodrigo Santos de Faria, Universidade Estadual de Campinas
Professor (Adjunto IV / DE) do Departamento de Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (DTHFAU-FAU-UNB) e do Programa de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) em Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Tem experiência na área de Fundamentos do Planejamento Urbano e Regional/História Urbana e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo/História do Urbanismo com ênfase em História do Urbanismo, História do Planejamento Urbano e Regional no Brasil, Urbanismo, Municipalismo Iberoamericano, e Biografias Profissionais de Urbanistas. 
Josianne Francia Cerasoli, Universidade Estadual de Campinas
A formação acadêmica (graduação e pós-graduação na Unicamp) tem permanecido sempre relacionada ao campo da história, sendo o doutorado na área de Política, Memória e Cidade (2004) aquele que mais abriu diálogos com outros campos, como o da arquitetura e do urbanismo. A docência se destaca nessa trajetória: desde o início da década de 1990, nos diferentes níveis de ensino, entre 2005, no Instituto de História da Universidade Federal de Uberlândia-UFU, e desde 2012, na Universidade Estadual de Campinas-Unicamp (Departamento de História, na graduação e pós-graduação). 

Referências

TOPALOV, C.; DEPAULE (2001). A cidade através de suas palavras. In: BRESCIANI, Maria S. Martins (org.). Palavras da Cidade. Porto Alegre: EDUFRGS.

PEREIRA, Margareth da Silva (1996). Pensando a metrópole moderna: os planos de Agache e Le Corbusier para o Rio de Janeiro. RIBEIRO, Luis C. de Q; PECHMAN, Robert (org.). Cidade, povo e nação – gênese do urbanismo moderno. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

DE FARIA, Rodrigo Santos (2007). José de Oliveira Reis, urbanista em construção: uma trajetória profissional no processo de institucionalização do urbanismo no Brasil (1926-1965/1966) / Tese de Doutorado em História. Universidade Estadual de Campinas.

FELDMAN, Sarah (2005). Planejamento e Zoneamento. São Paulo: 1947-1972. São Paulo: EDUSP/FAPESP.

FELDMAN, Sarah (2008). 1950. A década de crença no planejamento regional no Brasil. Anais do XI ENANPUR.

ANGELO, Michelly Ramos de (2010). Les développeurs Louis-Joseph Lebret e a SAGMACS na formação de um grupo de ação para o planejamento urbano no Brasil. Tese de Doutorado. Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP).

LUCCHESE, Maria Cecília (2009). Em defesa do planejamento urbano ressonâncias britânicas e a trajetória de Harry James Cole. Tese de Doutorado. Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP).

MARTINS, Mario de Souza (1941). Da Criação do Departamento Nacional de Urbanismo. Revista Municipal de Engenharia, PDF.

Publicado
2013-10-28
Como Citar
Faria, R. S. de, & Cerasoli, J. F. (2013). Editorial: Urbanistas e Urbanismo no Brasil. URBANA: Revista Eletrônica Do Centro Interdisciplinar De Estudos Sobre a Cidade, 5(1), 1-5. https://doi.org/10.20396/urbana.v5i1.8635084