A partir da edição de 2020, passamos a adotar o modelo de publicação contínua, que tem como objetivos principais dar resolução ao problema da periodicidade de publicação e promover mais rapidez no processo de comunicação e de disponibilização das pesquisas, garantindo vantagens para os usuários de informação científica. A publicação contínua se difundiu pelos Megajournals e plataformas de acesso aberto, como o PLoS One e Scientific Reports com esse propósito. No Brasil, a publicação contínua é indicada pela coleção SciELO desde 2015. O sistema de submissão e avaliação dos artigos permanece o mesmo. A diferença estará na velocidade com que os artigos serão disponibilizados na plataforma da revista, pois essa modalidade promove rapidez no processo de avaliação, editoração e publicação. No modelo atual, os artigos são disponibilizados apenas quando a revista fecha uma edição. No modelo de fluxo contínuo tão logo o artigo é aprovado ele é publicado. Ele se apresenta apenas num volume anual com todos os artigos aprovados e publicados.

 

A Revista Urbana aderiu à Publicação Contínua e contará com dossiê temático para o ano de 2020.

O dossiê proposto é "Práticas sociais e cidades: lugares e fluxos".
Editores convidados: Verônica SalesÁlamo Pimentel

A cidade contemporânea passa por novas configurações ligadas às tecnologias de comunicação e informação, levando a profundas mudanças espaço-temporais. Às antigas infra-estruturas de comunicação, transporte, energia, iluminação, saneamento,  novas infra-estruturas digitais – internet, wireless, celular, satélites,  reestruturam o espaço urbano (Lemos, 2004), constituindo assim, os espaços de fluxos, os quais permitem interações e trocas a partir de posições fisicamente deslocadas (Castells, 1996, apud Lemos, 2004).

Mas longe desta cidade eletrônica, ou dos espaços de fluxos,  representarem a superação ou desmaterialização da cidade física, ou da cidade de lugares (com suas ruas, praças, e monumentos etc), novas formas de relação entre elas se constroem (Lemos, 2004), levando a importantes modificações do espaço urbano – em suas práticas ligadas ao trabalho, à moradia, ao consumo, ao lazer, mobilidade, educação,  etc...  - bem como as suas demandas de desprivatização e expansão do espaço público urbano, de suas vias, edifícios, monumentos, equipamentos etc.

Entendendo a materialidade urbana como uma composição de uma série de temporalidades, longe de ser uma mera sobreposição de épocas distintas (Lepetit, 2001), o dossiê convida trabalhos provenientes de vários campos disciplinares que abordem como as práticas sociais articulam no urbano essas distintas  temporalidades espaciais, o que elas revelam sobre as convergências e dissonâncias entre a materialidade urbana e seus usos,  num contexto cada vez mais mediado por estes espaços virtuais, ou pela cibercidade.

  • Chamada para artigos 2020

    2020-05-15

    A Revista Urbana, agora publicação contínua, recebe artigos vinculados ao dossiê temático proposto para o ano de 2020 e também artigos livres. Convidamos pesquisadores(as) interessados(as) na discussão proposta e/ou em temáticas ligadas à história urbana a enviarem suas contribuições. 

    Dossiê: "Práticas sociais e cidades: lugares e fluxos"

    Editores convidados: Verônica Sales (UNESP) e Álamo Pimentel (UFSB).

    A cidade contemporânea passa por novas configurações ligadas às tecnologias de comunicação e informação, levando a profundas mudanças espaço-temporais. Às antigas infra-estruturas de comunicação, transporte, energia, iluminação e saneamento, somam-se novas infra-estruturas digitais – internet, wireless, celular, satélites, reestruturando o espaço urbano (Lemos, 2004), constituindo assim, os espaços de fluxos, os quais permitem interações e trocas a partir de posições fisicamente deslocadas (Castells, 1996, apud Lemos, 2004). Mas longe desta cidade eletrônica, ou dos espaços de fluxos, representarem a superação ou desmaterialização da cidade física, ou da cidade de lugares (com suas ruas, praças, e monumentos etc), novas formas de relação entre elas se constroem (Lemos, 2004). Isto leva a importantes modificações do espaço urbano – em suas práticas ligadas ao trabalho, à moradia, ao consumo, ao lazer, mobilidade, educação, etc... - bem como as suas demandas de desprivatização e expansão do espaço público urbano, de suas vias, edifícios, monumentos, equipamentos etc. 

    Entendendo a materialidade urbana como uma composição de uma série de temporalidades, longe de ser uma mera sobreposição de épocas distintas (Lepetit, 2001), o dossiê convida trabalhos provenientes de vários campos disciplinares que abordem como as práticas sociais articulam no urbano essas distintas temporalidades espaciais, o que elas revelam sobre as convergências e dissonâncias entre a materialidade urbana e seus usos, num contexto cada vez mais mediado por estes espaços virtuais, ou pela cibercidade.

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