O espaço fabril enquanto lugar da memória

  • Eloisa Dezen-Kempter Universidade Estadual de Campinas
Palavras-chave: Lugares de memória. Patrimônio industrial. Fábrica Santa Amélia.

Resumo

As cidades passam por uma ampla adaptação aos novos processos econômicos e tecnológicos, que tiveram um impacto profundo sobre o ambiente construído, principalmente sobre as paisagens industriais. Essas paisagens representam uma porção significativa do espaço urbano em cidades industriais, que foi consolidado ao longo do século 20 até a década de 70. A incorporação dessas estruturas industriais, como foi o caso da Fábrica Santa Amélia, ao acervo de bens culturais protegidos em caráter nacional pelo IPHAN, marca uma mudança, ainda que incipiente, no tratamento dado à construção identitária dos lugares de memória selecionados por esse órgão.

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Biografia do Autor

Eloisa Dezen-Kempter, Universidade Estadual de Campinas
Pós-doutorado na University of Southern California (2015), PhD pela UNICAMP (2011), Mestre em Urbanismo Europeu pela Fakultät Architektur, (IIUS) Integrated International Urban Studies da Bauhaus-Universität Weimar (2001) e Arquiteta e Urbanista pela PUC de Campinas (1986). É professor doutor em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa na Faculdade de Tecnologia da UNICAMP. Desde 2002, atua como professor adjunto nas disciplinas de projeto arquitetônico, planejamento urbano e regional, desenho urbano, patrimônio histórico e computação gráfica aplicada ao projeto arquitetônico. Atuou na área de arquitetura e urbanismo para o setor institucional. Investiga o uso de novas Tecnologias de Informação e Comunicação (para modelagem - BIM e levantamentos - 3D laser scanner) e de indicadores de sustentabilidade aplicados à conservação e restauro patrimonial, assim como para habitação de interesse social. 

Referências

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Publicado
2011-03-14
Como Citar
Dezen-Kempter, E. (2011). O espaço fabril enquanto lugar da memória. URBANA: Revista Eletrônica Do Centro Interdisciplinar De Estudos Sobre a Cidade, 3(1), 1-17. https://doi.org/10.20396/urbana.v3i1.8635121

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