O aviltamento do trabalho e o declinio do patrimonio ferroviario paulista

Autores

  • Marco Henrique Zambello Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/urbana.v3i1.8635122

Palavras-chave:

Unificação. Privatização e trabalho.

Resumo

Este artigo apresenta o processo de unificação e privatização das estradas de ferro paulista, a partir da configuração das relações de trabalho estabelecidas nos anos 1970. Por meio do relato de um antigo ferroviário é possível compreender as razões da decadência ferroviária, que vão além da mera concorrência rodoviária. Se no passado as ferrovias representavam progresso e eram grandes empregadoras de trabalhadores, hoje representam abandono. Assim como prédios de oficinas, estações, moradias operárias, o sentido do patrimônio ferroviário está ligado à história do trabalho na ferrovia. A privatização extinguiu os elementos que reproduziam a identidade ferroviária, atualmente o patrimônio está na marcha do seu desaparecimento, ao menos simbólico.

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Biografia do Autor

Marco Henrique Zambello, Universidade Estadual de Campinas

Possui Doutorado em História pela Universidade Estadual de Campinas, Mestrado em Sociologia e Graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo. Tem experiência com Sociologia do Trabalho e estuda os seguintes temas: história oral e memória; sindicalismo brasileiro; patrimônio histórico e urbanização.

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Publicado

2011-03-13

Como Citar

ZAMBELLO, M. H. O aviltamento do trabalho e o declinio do patrimonio ferroviario paulista. URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Campinas, SP, v. 3, n. 1, p. 1–27, 2011. DOI: 10.20396/urbana.v3i1.8635122. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/urbana/article/view/8635122. Acesso em: 26 jun. 2022.