Do ouro branco ao ouro negro: as políticas públicas de preservação do patrimonio industrial da Bahia

Autores

  • Nivaldo Vieira de Andrade Junior Universidade Federal da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.20396/urbana.v3i1.8635127

Palavras-chave:

Preservação do patrimônio industrial. Políticas públicas. Bahia.

Resumo

Este trabalho pretende esboçar um panorama das políticas públicas de preservação do patrimônio industrial promovidas pelo Governo Federal e pelos Governos Estaduais no Brasil e, mais especificamente, na Bahia, apresentando uma retrospectiva das ações governamentais voltadas à preservação do patrimônio industrial, a partir da criação do SPHAN em 1937, e analisando criticamente como o Poder Público tem se posicionado nas últimas décadas frente à degradação e às ameaças de desaparecimento de importantes exemplares do patrimônio industrial baiano, dos engenhos de açúcar – o “ouro branco” – construídos a partir do século XVI até os marcos da descoberta e do refino do petróleo – o “ouro negro” – do século XX.

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Biografia do Autor

Nivaldo Vieira de Andrade Junior, Universidade Federal da Bahia

Possui graduação (2002), mestrado (2006) e doutorado (2012) em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professor Adjunto do Núcleo de Teoria, História, Projeto e Planejamento da Faculdade de Arquitetura da UFBA, do qual é Coordenador desde 2015. Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPG-AU) e do Mestrado Profissional em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos (MP-CECRE) da UFBA, onde ministra as disciplinas "Centros Históricos", "Projeto em Preexistências" (com o Prof. Dr. Rodrigo Baeta), "Universalidade e Diversidade na Arquitetura do Movimento Moderno" (com as Profas. Dras. Ana Carolina Bierrenbach e Juliana Nery) e "Arquitetura e Urbanismo Contemporâneos na América Latina" (com a Profa. Dra. Naia Alban) e orienta dissertações de mestrado (acadêmico e profissional) e teses de doutorado. Líder do Grupo de Pesquisa "Projeto, Cidade e Memória", certificado pelo CNPq. Foi coordenador (2012-2014) e vice-coordenador (2009-2012) do Colegiado do Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo (Noturno). Atualmente é Secretário Executivo da Federación Panamericana de Asociaciones de Arquitectos (FPAA). 

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Publicado

2011-03-14

Como Citar

ANDRADE JUNIOR, N. V. de. Do ouro branco ao ouro negro: as políticas públicas de preservação do patrimonio industrial da Bahia. URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Campinas, SP, v. 3, n. 1, p. 1–28, 2011. DOI: 10.20396/urbana.v3i1.8635127. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/urbana/article/view/8635127. Acesso em: 26 jun. 2022.