Dessacralizando as propriedades: um estudo sobre o aforamento urbano e a mentalidade proprietária do início do século XX em Natal (RN)

Autores

  • Gabriela Fernandes Siqueira Universidade Federal do Rio Grande do Norte

DOI:

https://doi.org/10.20396/urbana.v6i2.8642619

Palavras-chave:

Solo urbano. Aforamento. Natal.

Resumo

Este artigo objetivou analisar a política de apropriação do solo urbano do terceiro bairro de Natal entre 1901 e 1919, bem como os usos que os sujeitos fizeram desse solo. No período estudado, os sujeitos apropriavam-se do solo urbano de Cidade Nova por meio do instituto do aforamento. Pretende-se investigar as leis federais e estaduais que definiram o aforamento, relacionando-as com as resoluções que regulavam as enfiteuses existentes em Natal e, sobretudo, em Cidade Nova no período estudado. Com esse estudo pode-se demonstrar como a capital do estado que iniciou o século XX com discursos progressistas continuou com uma política de terras tradicional, exemplificando como a mentalidade proprietária moderna não foi plenamente estabelecida em Natal no período estudado.

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Biografia do Autor

Gabriela Fernandes Siqueira, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da UFRN. Trabalha com questões relacionadas a história urbana, com ênfase nas formas de apropriação e uso do solo urbano da capital norte-rio-grandense no início do século XX.

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Publicado

2016-01-15

Como Citar

SIQUEIRA, G. F. Dessacralizando as propriedades: um estudo sobre o aforamento urbano e a mentalidade proprietária do início do século XX em Natal (RN). URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Campinas, SP, v. 6, n. 2, p. 131-172, 2016. DOI: 10.20396/urbana.v6i2.8642619. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/urbana/article/view/8642619. Acesso em: 28 out. 2020.