O Rio de Janeiro de 1860 pela revista Semana Ilustrada: o progresso, os espaços públicos e os trabalhadores.

Autores

  • Renan Rivaben Pereira Universidade Estadual Paulista

DOI:

https://doi.org/10.20396/urbana.v6i2.8642623

Palavras-chave:

Semana ilustrada. Progresso e espaços públicos.

Resumo

No início da década de 1860, com os lucros do café e a supremacia do poder senhorial, o Império do Brasil aspirava prender-se de vez na rabeira do progresso. No Rio de Janeiro, os homens, vestidos “à inglesa”, e mulheres, à moda francesa, aperfeiçoavam os seus requintes pelas maisons francesas que se multiplicavam pela afamada Rua do Ouvidor. A nova folha ilustrada da Corte, a Semana Ilustrada (1860/1876), consumida por estes que, admiravam as óperas italianas e riam nas peças cômicas no teatro Ginásio, não raras vezes reprovava as condições físicas e morais das áreas urbanas da cidade e daqueles que não frequentavam os bailes do Clube Fluminense e do Botafogo, como as quitandeiras das praças de comércio, as lavadeiras do Campo de Sant’ana e os vendedores ambulantes e pretos de ganho da estação ferroviária D. Pedro II.

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Biografia do Autor

Renan Rivaben Pereira, Universidade Estadual Paulista

Aluno do Programa de Pós-Graduação em História (mestrado) pela Faculdade de Ciências e Letras de Assis – UNESP – Universidade Estadual Paulista. Orientação: Tania Regina de Luca. Apoio financeiro: FAPESP.

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Publicado

2016-01-15

Como Citar

PEREIRA, R. R. O Rio de Janeiro de 1860 pela revista Semana Ilustrada: o progresso, os espaços públicos e os trabalhadores. URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Campinas, SP, v. 6, n. 2, p. 236-260, 2016. DOI: 10.20396/urbana.v6i2.8642623. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/urbana/article/view/8642623. Acesso em: 28 out. 2020.