Rachaduras no espelho

São Paulo, cidade punk (1982-1998)

Autores

  • Andre Abreu da Silva Universidade Estadual do Centro-Oeste

DOI:

https://doi.org/10.20396/urbana.v11i3.8646357

Palavras-chave:

História da cidade, São Paulo, Punk

Resumo

Este artigo faz parte de um estudo sobre a cidade de São Paulo, sob a perspectiva da cultura punk. Contemplamos, parcialmente, representações do espaço urbano nas produções culturais e experiências dos punks, inseridos na materialidade de São Paulo entre 1982 e 1998. Os punks, reunidos neste contexto como grupo de ação cultural e política da juventude das periferias, elaboraram um conjunto de imagens dialéticas sobre a cidade. Esta última compreendida, entre outras particularidades, como espaço de produção e consumo de representações. Conduzimos a pesquisa por intermédio das análises de produtos da cultura punk: cartazes, panfletos, gravações musicais, entre outras. O resgate das representações de São Paulo pelos punks nos revelou novas dimensões e camadas temporais ocultas da cidade.

 

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Biografia do Autor

Andre Abreu da Silva, Universidade Estadual do Centro-Oeste

Graduado em História pela Universidade Guarulhos, SP. Pós-graduado em História, Sociedade e Cultura (lato-sensu) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, SP. Mestre em História pela Universidade Estadual do Centro-Oeste, PR.

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Publicado

2020-05-06

Como Citar

SILVA, A. A. da. Rachaduras no espelho: São Paulo, cidade punk (1982-1998). URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Campinas, SP, v. 11, n. 3, p. 86–125, 2020. DOI: 10.20396/urbana.v11i3.8646357. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/urbana/article/view/8646357. Acesso em: 30 nov. 2022.