Ordem e gradil: percepções sobre a flora urbana do Rio de Janeiro

Autores

  • Rafaela Campos de Carvalho Universidade Federal de Juiz de Fora

DOI:

https://doi.org/10.20396/urbana.v8i2.8646379

Palavras-chave:

Arborização. Higienização. Biopolítica. Antropologia.

Resumo

Nesse artigo busco compreender, através das séries documentais Jardins Públicos e Arborização disponíveis no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (AGCRJ), a organização instituída ao meio natural no espaço urbano, entre o final do século XIX e o início do século XX na cidade do Rio de Janeiro. As diferentes percepções sobre as árvores no período serão ponto relevante, pois tanto evidenciavam o projeto de higienização e ocupação urbana do Estado, quanto a resistência da população às restrições do espaço público, e sua defesa de outras formas de relacionar-se com o meio natural.

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Biografia do Autor

Rafaela Campos de Carvalho, Universidade Federal de Juiz de Fora

Possui graduação em ciências sociais pela Universidade Estadual de Campinas (2011), graduação em antropologia pela Universidade Estadual de Campinas (2011) e mestrado em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (2015). Atualmente é prof.ª substituta de antropologia jurídica da Universidade Federal de Juiz de Fora. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia

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Publicado

2016-12-11

Como Citar

CARVALHO, R. C. de. Ordem e gradil: percepções sobre a flora urbana do Rio de Janeiro. URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Campinas, SP, v. 8, n. 2, p. 147–167, 2016. DOI: 10.20396/urbana.v8i2.8646379. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/urbana/article/view/8646379. Acesso em: 30 nov. 2022.