A paisagem urbana das cidades hispano-americanas e suas transformações no século XVIII

  • Rodrigo Espinha Baeta Universidade Federal da Bahia
Palavras-chave: América hispânica. Paisagem urbana. Barroco. Cidade regular. Arquitetura religiosa.

Resumo

Quando se analisa a conformação dos núcleos urbanos fundados pelos espanhóis nas Índias Ocidentais a partir do início do século XVI, desponta o impressionante processo de elaboração de uma tipologia regular de cidade: uma tendência de ordenação referente ao plano gerador que teria sido repetida inúmeras vezes, nas mais diversas regiões do vasto território sob o domínio da metrópole peninsular – culminando na realização de um modelo de cidade que apresentaria uma organização absolutamente cartesiana. Em oposição aos primeiros dois séculos de colonização, o cenário urbano nos setecentos deveria almejar a uma paisagem urbana dramática – aliada a poética barroca –, dificilmente expressada na engessada cidade em damero. Logo, as cidades ordenadas deveriam contar com intervenções – de teor urbanístico, mas especialmente de escala arquitetônica – que atuassem “contra” a quadrícula. Ou seja, através da corrupção do esquema rígido da traza hispano-americana e da inclusão de exuberantes exemplares da arquitetura religiosa, os assentamentos coloniais poderiam ser transfigurados em prol da exaltação de acontecimentos cenograficamente dramáticos. 

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Biografia do Autor

Rodrigo Espinha Baeta, Universidade Federal da Bahia

Mestre e doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU UFBA), Área de Concentração em Conservação e Restauro.

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Publicado
2018-07-14
Como Citar
Baeta, R. E. (2018). A paisagem urbana das cidades hispano-americanas e suas transformações no século XVIII. URBANA: Revista Eletrônica Do Centro Interdisciplinar De Estudos Sobre a Cidade, 10(1), 54-103. https://doi.org/10.20396/urbana.v10i1.8651022