O caso “leia hilda”

consumação e consumo de um nome

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/urbana.v12i0.8661481

Palavras-chave:

Arte urbana, Literatura brasileira, Arte contemporânea, Capitalismo, Autoria

Resumo

Resumo

Este texto se debruça sobre o caso das inscrições “leia hilda”, que surgiram pixadas em muros da cidade de São Paulo no primeiro semestre de 2018. A intervenção urbana obteve repercussão, sobretudo por meio da apropriação feita pela editora Companhia das Letras em sua campanha de divulgação da Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, que, em 2018, teve Hilda Hilst como autora homenageada. A partir de outros casos de tentativa de apropriação de trabalhos artísticos por parte de empresas, reflete-se sobre eixos que tangem arte urbana, autoria, mercado da arte e capitalismo.

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Biografia do Autor

Marianna Perna, USP/Mestre

Marianna Perna é poeta, performer, historiadora (FFLCH-USP) e mestre em filosofia (IEB-USP). Dentre outras publicações e participações em antologias, revistas e concursos literários, lançou "A Cerimônia de Todas as Vozes”, livro-disco de poesia pela editora Urutau, em parceria com o selo Índigo Azul, em 2018. Suas pesquisas tem tido como foco as intercessões entre som e corpo, através da dança e investigações corporais, como forma de resgate da ancestralidade e da espiritualidade do ser. Ao lado de uma abordagem performática, procura difundir as pesquisas sobre o estado poético ancestral e o feminino, bem como a obra de outras mulheres escritoras - desdobramentos de suas pesquisas artísticas e acadêmicas - através de rodas de leitura, conversas e oficinas de dança-poesia.

Felipe Marcondes da Costa, FFLCH - USP

Felipe Marcondes da Costa tem formação em dramaturgia pela SP Escola de Teatro, e Letras (FFLCH-USP), sendo também mestre em literatura portuguesa em pesquisa sobre a relação entre poesia e performance na obra de Herberto Helder. Seu trabalho como poeta, performer e pequisador habita uma zona fronteiriça, desdobrando-se em projetos que já foram apresentados em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro Recife, Curitiba e Florianópolis e trabalhos de formação desenvolvidos em instituições como Sesc-SP e Casa das Rosas.

Referências

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Publicado

2021-03-24

Como Citar

PERNA, M.; MARCONDES DA COSTA, F. O caso “leia hilda”: consumação e consumo de um nome. URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Campinas, SP, v. 12, p. e020013, 2021. DOI: 10.20396/urbana.v12i0.8661481. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/urbana/article/view/8661481. Acesso em: 27 nov. 2022.