Para argumentar, basta começar

mecanismos de junção e tradição discursiva em aquisição

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/cel.v64i00.8665885

Palavras-chave:

Escrita infantil , Junção, Tradição discursiva

Resumo

Neste trabalho, com o objetivo de responder à pergunta: quais indícios de natureza linguístico-discursiva podem ser observados entre o funcionamento dos mecanismos de junção e a aquisição da tradição discursiva argumentativa no modo escrito de enunciação?, observo a tradição discursiva argumentativa no contexto de aquisição do modo escrito de enunciar, a partir de uma descrição analítica do funcionamento dos mecanismos de junção, em um espaço teórico construído a partir do diálogo entre os conceitos de tradição discursiva (TD) (KABATEK, 2005); heterogeneidade da escrita (CORRÊA, 2004); aquisição da escrita (LEMOS, 1998); e mecanismos de junção (MJs) (RAIBLE, 2001). Foram analisados 60 textos produzidos por alunos do 1° ao 5° ano do Ensino Fundamental, numa abordagem quantitativo-qualitativa, e alcançados resultados relativos: (i) à descrição da funcionalidade dos MJs, no contexto investigado; (ii) à análise do caráter sintomático dos MJs enquanto marcas da relação oral/falado e letrado/escrito; e (iii) à discussão sobre as relações entre MJs e a aquisição da TD argumentativa na escrita. Tais resultados mostraram que transformação e mudança operam-se no funcionamento simbólico da língua por meio da movimentação, no processo de subjetivação, que, concomitantemente, atinge as formas táticas dessa língua e os sentidos que nela se constituem.

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Biografia do Autor

Lúcia Regiane Lopes-Damasio, Universidade Estadual Paulista

Doutorado em Linguistica e Lingua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Professora Assistente Doutora da Universidade Estadual Paulista - Júlio de Mesquita Filho, Brasil.

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Publicado

2022-03-08

Como Citar

LOPES-DAMASIO, L. R. Para argumentar, basta começar: mecanismos de junção e tradição discursiva em aquisição. Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas, SP, v. 64, n. 00, p. e022005, 2022. DOI: 10.20396/cel.v64i00.8665885. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8665885. Acesso em: 27 maio. 2022.

Edição

Seção

Artigos - Seção Geral

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