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Do dizível ao visível, ou vice-versa, e o processo discursivo de restituição simbólica em J.
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Palavras-chave

Discurso
Restituição simb´´olica
Violência

Como Citar

COSTA, G. C. da. Do dizível ao visível, ou vice-versa, e o processo discursivo de restituição simbólica em J. Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas, SP, v. 65, n. 00, p. e023027, 2023. DOI: 10.20396/cel.v65i00.8674218. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8674218. Acesso em: 24 fev. 2024.

Dados de financiamento

Resumo

J é o título de um dos nove curtas-metragens do projeto Marco Universal do ICEM. Tem tem 13 minutos de duração e refere-se a um líder comunitário de uma das favelas do Rio de Janeiro que denuncia a milícia e procura proteção policial de várias maneiras. O curta-metragem põe em cena os esforços do personagem e o seu desfecho. Este pôr em cena é o ponto central da formulação do discurso do curta-metragem, o qual se torna objeto de análise de trabalho. Considerando que “formular é dar corpo aos sentidos” e que a formulação não se refere a palavra em si, mas a um processo da produção do discurso, no qual “a linguagem ganha vida” e “a memória se atualiza” (ORLANDI, 2001, p. 9), busca-se observar que região de sentidos é atualizada no/pelo discurso do curta-metragem na relação com o tema dos direitos humanos contíguo a J. Assim este trabalho se sustenta sob dois prismas, um mais teórico e outro analítico. O primeiro consiste em propor posicionar o curta-metragem como uma peça de linguagem e, como tal, preconizar seu processo discursivo, deslocando-o de um lugar de observação empírica, cujo enfoque poderia ser dado a sua função, para analisá-lo em seu funcionamento. E sob o prisma de análise, este trabalho tenta explorar, pela via da descrição no contraponto com a interpretação, a formulação de um visível inexoravelmente atrelado ao dizível, como instância de atualização do interdiscurso, isto é, de um corpo de traços sócio-históricos, exterior, anterior e alhures, que formam memória (PÊCHEUX, 2011 [1966]). Como resultado, observa-se o processo discursivo de restituição simbólica da violência.

https://doi.org/10.20396/cel.v65i00.8674218
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