A decolonidade do corpo e das artes de Aleta Valente

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/conce.v10i00.8664411

Palavras-chave:

Decolonialidade, Aleta Valente, Artes

Resumo

A partir das obras produzidas pela artista e performance carioca Aleta Valente, esse artigo pretende discorrer como suas produções podem ser consideradas e analisadas segundo o ponto de vista epistemológico da decolonidade, sugerida por Walter Mignolo, e de contemporaneidade pensada por Giorgio Agamben. Pensar a partir da decolonidade é reconhecer novas propostas epistemológicas e políticas para além do pensamento eurocêntrico ou fundamentalmente cristalizado sob a perspectiva de poder. O conceito de contemporaneidade de Agamben, de alguma forma, dialoga com a proposta decolonial ao reconhecê-lo como libertário das condições sociais que circulam o presente. Em face a esses conceitos, Aleta Valente faz da aridez do subúrbio, dos pelos e da menstruação argumentos para a sua arte em discursos feministas, empoderamento e deboche.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Muriel Emídio Pessoa Amaral, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Pós-doutorando em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), bolsista Capes. Doutor pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP/Bauru).

Referências

AGAMBEN, Giorgio. O que é o contemporâneo e outros ensaios. Chapecó: Argos, 2009.

AMARAL, Muriel Emídio Pessoa do; ARIAS NETO, José Miguel. A montagem perversa positiva na revista Nin. Famecos: Mídia, cultura e tecnologia, Porto Alegre, v.25, n. 1, p.1-27, 2018. DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1980-3729.2018.26869.

ARENDT, Hannah. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1989.

ARENDT, Hannah. A promessa da política. 3. ed. Rio de Janeiro: Difel, 2010.

BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo: a experiência vivida, v. 2, - 3.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016.

BENTES, Ivana. Biopolítica feminista e estéticas subversivas. Matrizes: São Paulo, v.11, n. 2, p. 93-109, 2017. DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v11i2p93-109

BURKE, Peter. Testemunha ocular: história e imagem. Bauru, SP: EDUSC, 2004.

DUFOUR, Dany-Robert. A cidade perversa: liberalismo e pornografia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2013.

GOLDENBERG, Roselee. Performance: live art since the 60’s. London: Thames and Hudson, 1998.

GOLDENBERG, Roselee. Performance art: from futurism to the present. London: Thames & Hudson, 2001.

HALL, Stuart. Cultura e representação. Rio de Janeiro: Puc-Rio; Apicuri, 2016.

LUGONES, Maria. Rumo a um feminismo decolonial. HOLLANDA, Heloisa Buarque (Org.) Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do tempo, 2019.

MIGNOLO, Walter D. Aiesthesis Decolonial. Calle 14. La Rioja, v. 4, n. 4, p. 10-25, 2010.

PINTO, Júlio Roberto de Souza; MIGNOLO, Walter D. Civitas. Porto Alegre, v. 15, n. 3, pp. 381-402, 2015.

ROSEVICS, Larissa. Do pós-colonial à decolonialidade. In: CARVALHO, Glauber. ROSEVICS, Larissa (Orgs.). Diálogos internacionais: reflexões críticas do mundo contemporâneo. Rio de Janeiro: Perse, 2017, p. 173-178.

ROUDINESCO, Elisabeth. A parte obscura de nós mesmos: uma história dos perversos. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

SAID, Edward. Orientalismo: o oriente como invenção do ocidente. Rio de Janeiro: Companhia do Bolso, 2007.

SIBILIA, Paula. O bisturi de software: como fazer um “corpo belo” virtualizando a carne impura? In: ARAUJO, Denise Correa (org.). Imagem (Ir) realidade: comunicação e hipermídia. Porto Alegre: Sulina, 2006, p. 271-289.

Publicado

2021-09-30

Como Citar

Amaral, M. E. P. (2021). A decolonidade do corpo e das artes de Aleta Valente. Conceição/Conception, 10(00), e021006. https://doi.org/10.20396/conce.v10i00.8664411

Edição

Seção

Artigos - Temas Livres