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Brincar ou não brincar na rua
Capa 2024 com foto das primeiras edições da revista
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Palavras-chave

Ruas
Criança
Jogos e brinquedos

Como Citar

GODOY, Luís Bruno de; ZAIM-DE-MELO, Rogério. Brincar ou não brincar na rua: eis a questão?. Conexões, Campinas, SP, v. 22, n. 00, p. e024017, 2024. DOI: 10.20396/conex.v22i00.8675682. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8675682. Acesso em: 13 jul. 2024.

Resumo

Introdução: Trata-se um estudo transversal, descritivo-exploratório utilizando a amostragem não probabilística, do tipo snowball sampling. Objetivo: compreender se existe um afastamento da criança em relação ao brincar na rua, sob a ótica de pais ou responsáveis; elencar quais são os motivos que levam a esse distanciamento; e analisar se os motivos são os mesmos para as crianças que estudam em escolas públicas e escolas privadas. Metodologia: Participaram do estudo 112 pais responsáveis por 124 crianças, dentre as quais 25 estudam em escolas públicas e 99 em escolas da rede privada de ensino. Resultados e discussão: Os dados obtidos apontam que na percepção dos pais as crianças não brincam na rua (62%), tendo como principais motivos a preocupação com o trânsito e com a segurança das crianças e a falta de tempo devido a muitas atividades extraclasse para as crianças das escolas privadas e escolas públicas. Adicionalmente, entre os escolares em instituições públicas, a falta de estrutura da rua também figurar como motivo. Conclusão: Com a análise dos dados é possível inferir que o afastamento da criança da rua está relacionado principalmente aos receios dos pais, muitas vezes fundamentados na possibilidade da existência de um problema, nem sempre próximo a eles.

https://doi.org/10.20396/conex.v22i00.8675682
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Referências

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