Imperialismo e educação

Autores

  • Francisco Máuri de Carvalho Freitas UFES

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v9i33e.8639527

Palavras-chave:

Educação. Marxismo. História. Imperialismo. Partido Comunista

Resumo

Na atual quadra política da República brasileira se a educação oficial não está voltada àconstrução de uma nova sociedade, sem classes, então o trabalho pedagógico tem porobjetivo consolidar o poder da burguesia. Os intelectuais da ordem reforçam a ação dosaparelhos repressivos e ideológicos de Estado. A densidade política do imperialismoreclama a feitura de análises acuradas quanto às modernas modificações mundiaisempreendidas contemporaneamente pelo capitalismo. Para tanto é preciso observar nodesenvolvimento deste modo de produção as alterações sofridas no início do século XXI,antecipadas por Lenin já no alvorecer do século XX: domínio da vida econômica pelosmonopólios, criação do capital financeiro especulativo e da oligarquia financeira,predomínio da exportação de capitais, em detrimento da exportação de mercadorias, fusãode grandes empresas, partilha do mundo em áreas extrativistas entre as sete maiores e maispoderosas potências capitalista, sob comando norte-americano. Essas características sãoconsubstanciadas hoje pela ideologia neoliberal, proclamada como apoteose denovidadeiras formulações teóricas do capitalismo sobre a possibilidade de elevar acondição de vida do proletariado e dos trabalhadores assalariados para patamaresinvejáveis ao mais rigoroso teórico marxista. Sob o ponto de vista da tradição marxista éinquestionável que o capitalismo alcançou sua forma superior de desenvolvimento e parasobreviver e exercitar-se de forma imperial, precisa se expandir e para isto necessitaabocanhar outras regiões e países do globo terrestre. O imperialismo é a marca decisiva eabsoluta que diferencia os séculos XX e XXI dos demais séculos antecedentes. Diantedeste fato, é objetivo do presente estudo reportar não existir uma escola à margem da vida,à margem da política, sendo a afirmação contrária falsidade e hipocrisia. Na cidade docapital, o local por excelência da política é o Estado. Logo, a tarefa da crítica é afirmar queconstrução de um projeto pedagógico escolar à superação do capitalismo, “éontologicamente impossível sem a própria superação do capital”. Todas as tentativas dedesenvolver uma política transformadora por intermédio da educação escolar acabamprisioneiras dos mesmos limites que tornam a sociabilidade burguesa e a sociabilidadeoperária incompatíveis entre si. Enfim, na cidade do capital os discursos da esquerdamontados sob categorias abstratas e universais, apenas demonstra que a esquerda perdeu devista os valores éticos classistas, sua natureza política e, não raro, perdeu a própriavergonha. Este fato não nos deixa alternativa senão trabalhar no sentido de construir umaoutra esquerda, baseada nos princípios classistas e na tradição histórica do marxismoleninismo.

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Biografia do Autor

Francisco Máuri de Carvalho Freitas, UFES

Grupo de Estudos e Pesquisas em Judô: Filosofia, História e Educação / UFES

Grupo de Estudos e Pesquisas História, Trabalho e Educação / HISTEDBR

Grupo de Estudos e Pesquisas Marxismo, História, Tempo Livre e Educação / UEL

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Como Citar

FREITAS, F. M. de C. Imperialismo e educação. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 9, n. 33e, p. 39–64, 2012. DOI: 10.20396/rho.v9i33e.8639527. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639527. Acesso em: 4 out. 2022.

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